domingo, 13 de janeiro de 2013

Sonho: Seven Days Part. II



A partir do CD, fizemos nosso primeiro Show de cinco mil pessoas. E daí nossa carreira alavancou. Começamos a fazer vários show, cantar em bar e em festinhas ficou pacato e nós viramos estrelas quando fizemos nossa primeira turnê no Brasil. Já tínhamos dois CDs, o segundo se chamava “Sete dias para morrer”.
Nós já tínhamos nossa própria banda, nós nos misturávamos em quanto papéis e cada um virava o rebelde que queria. Todos cantávamos e às vezes tocávamos também. Cantávamos até músicas internacionais e também algumas músicas originais, em português, inglês e espanhol.
A estreia do nosso segundo CD de músicas originas, o terceiro CD de nossa carreira, “Sete dias de verdade”, foi o precursor da nossa turnê mundial. Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru, Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Canadá, Europa, França, Rússia, Itália, África do Sul, China, Japão, Egito, Turquia, Alemanha, Califórnia e Havaí, vinte países, nossa maior turnê.
Não tínhamos descanso, nenhum. Nós sempre estávamos sobre os palcos, se não estávamos cantando em shows gigantescos, estávamos cantando em desfiles de moda, ou em eventos especiais, cantamos no carnaval de Salvador, no Show da virada em Copacabana, cantamos no Brazilian day nos Estados Unidos e em muitos outros. Estávamos nos melhores programas da tv e sempre tínhamos que fingir que aquilo era nossa vida, mal sabiam que tudo começou com um trabalho de faculdade.
Nós estávamos fartos, cansados, usávamos todo tipo de droga para aguentarmos mais um show, só isso que falávamos. “Só mais um show e depois descansamos”, mas nunca descansávamos.  Nos usávamos remédios e quando os remédios já não davam jeito nós fumávamos maconha, cheirávamos cocaína, e usávamos de tudo. LSD era só para ajudar na hora de escrever as músicas.
Nós estávamos era Fudendo com nossas vidas, nós só queríamos provar que a tese de Claudio era verdadeira, mas acabou que nós matamos Rubens de Overdose.
Ele deixou três filhos com mulheres diferentes, ele fez três filmes pornôs e duas revistas nú, tirando os trabalhos oficiais da banda e como modelo. Antes de morrer ele virou modelo, ele era o que mais trabalhava, seu sonho era sair daquela vida e estava juntando dinheiro para voltar á faculdade e construir alguma coisa. Ele era o que mais se drogava para ficar acordado. Ele chegou a confessar a mim que nunca dormia, ele disse que tomou tantos remédios, pra ficar acordado, na vida que não conseguia mais dormir.
Com a morte de Rubens, nosso baterista, tentamos continuar a com a banda, mas não conseguimos, não conseguimos substitui-lo então doamos todos os bens da banda para um instituto. Construímos o instituto de reabilitação Rubens Silvestre, para jovens viciados.
Saímos da banda com uma mão atrás e outra na frente.

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