quinta-feira, 18 de julho de 2013

Minha flor, meu anjo, minha irmã!

Hoje eu acordei e vi um anjinho acordar ao meu lado. Ela estava temerosa e um tanto amedrontada. Sua inocência e fragilidade, além de singular eram invejáveis.
Acalmei-a  e tomei-a ao colo, protegi-a, beijei ao rosto e demonstrei meu amor e ela sorriu. Um sorriso puro e tênue, um sorriso impagável e perfeito em sua singularidade e diferença, abismal, dos demais sorrisos do mundo.
Ontem ela só dormiu com meu beijo de boa noite e hoje só sai após o afagar de seu amor.
Ela é pequenina, tem um olhar doce, cachos característicos de um anjinho, pele branca como as fofas nuvens que pairam ao alto céu. Não tem asas, mas sua imaginação permite que voe como um pássaro, não tem poderes, mas seu sorrisinho puro e sua inocência destroem e reconstroem quase tudo. Não protege, mas é protegida por todas.

Deveria ter escrito um conto, mas escrevi um fragmento de texto, que na verdade é um texto completo.

Essa menininha é minha doce irmazinha, meu anjinho, minha princezinha, minha flor, minha força e também minha kriptonita. Algo inexplicado, alguém inexplicável, alguém é não é ninguém e ao mesmo tempo não é O alguém é Simplesmente Maria. Não qualquer maria, mas sim a Minha Maria, minha FeFê, minha Marifê, minha Maria Fernanda!

domingo, 14 de julho de 2013

Mil perdões pessoal...

Peço mil perdões a todos, juro que tentei. Estou com inúmeros textos começados, mas minha vida tornou-se uma correria sem fim e tudo está de cabeça para baixo.
Juro que tentei mesmo, mas não consegui escrever um conto, nem mais ou menos, para publicar nesse domingo.
Na verdade já é segunda. Mas ainda estou acordado com a esperaça de tentar publicar algo de qualidade. E peço perdão por não conseguir fazê-lo.
Juro, juro que tentei, mas minha vida está um corre-corre danado e hoje, justamente hoje, meu único dia de descanso, tive que ir à festa de aniversário do meu primo.
Por isso peço perdão.
Estou tentando acompanhar minha vida, mas não dá.
Prometo qua assim que possível eu publicarei.
Perdão!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Show dos pensadores - Paródia (Show das poderosas - Anitta)


Prepara,
que agora
é hora do show dos pensadores
que pensão, refletem
refutam outros autores
só papo cabeça
expulsa os impostores
que ficam enrolados quando falam.

Prepara...
Se não estão atualizados vão de Aristóteles
pensamentos socráticos cantam em francês
Nosso QI é elevado, a gente tem poder
Ameaça a política de "você"

(REFRÃO)

Vai...
Solta a letra que pra me ver
Refutando
Até você vai ficar
Boiando
Para a aula pra me ver
Meditando
Chama atenção os CARA
Não perde a linha, ninguém se compara.


Solta a letra que pra me ver
Refutando
Até você vai ficar
Boiando
Para a aula pra me ver
Meditando
Chama atenção os CARA
Não perde a linha, ninguém se compara.


Prepara,
que agora
é hora do show dos pensadores
que pensão, refletem
refutam outros autores
só papo cabeça
expulsa os impostores
que ficam enrolados quando falam.

Prepara...
Se não estão atualizados vão de Aristóteles
pensamentos socráticos cantam em francês
Nosso QI é elevado, a gente tem poder
Ameaça a política de "você"

(REFRÃO)

Vai...
Solta a letra que pra me ver
Refutando
Até você vai ficar
Boiando
Para a aula pra me ver
Meditando
Chama atenção os CARA
Não perde a linha, ninguém se compara.




domingo, 7 de julho de 2013

Sonhando acordado

Desço a serra numa lata velha precária e enferrujada. O motor faz mais barulho do que meus fones podem abafar com a música alta, mas isso não me desloca do meu mundo aquém de tudo isso.
Olho a o caminho escuro e escondido pela mata. De repente, sem me surpreender, vislumbro a baixada e minha cidade dos sonhos com milhões de luzinhas brilhando como uma árvore de natal. Toda a silhueta escondida pela noite e pela distancia com milhões de pontinhos luminosos de todas as cores imagináveis e inimagináveis. Tudo embaçado pelas lágrimas que teimam em rolar, silenciosamente de meus olhos cansados. Não as enxugo e sim, deixo-as escorrerem pelo meu rosto, molhando-me, deixando um rastro da minha dor, esfriando e me gelando a pele e a alma.
As janelas estão abertas e o casaco está fechado até em cima, o capuz posto e os fones com música alta. O vento frio que entra corta meu rosto e enrijece minha pele morena.
Meu coração se aperta em sua cavidade e a dor só aumente a cada curva descendo e cada vez que consigo ver a cidade maravilhosa iluminada no breu da minha vida.
UM SONHO. Nada mais que isso? Um sonho?
Luto e reluto com minhas lembranças. Reminiscências inconvenientes sempre foram o meu forte. As lembranças de um passado doloroso me dói como se estivesse acontecendo agora.
"Como passei por isso de cabeça erguida? Como pude?" Pergunto-me relutante.
As forças para lutar vem e vão e não consigo vencer-me.
Tento me animar, tento me acordar. Mas não consigo sair desse sonho real. É como quando estamos tendo um pesadelo e ao meio do sonho descobrimos que não passa de um sonho e tentamos acordar, mas não conseguimos desligarmo-nos da dor.
Deixo as lágrimas rolarem e compartilho minha dor com amigos por sms, compartilho comigo mesmo coisas que não posso dizer e compartilho com as letras que falam o que a boca não pode ousar proferir. E em meio toda dor e aflixão que só sabe se adensar sou surpreendido com uma mensagem simples e boba que me lembra do meu princípio mais básico e "alicercico". "Sonho, vale a pena sonhar. Sonhe até o dia que você não consiga mais acordar e sua vida seja um perpétuo sonho."
As lágrimas não cessam, porém já não me doem mais. As lágrimas persistem em rolar, mas a dor aliviou e se tornou forças para que continue lutando pelos meus sonhos que persistem em continuar ecoando em mim.

Reminiscências, bafafá e lágrimas

Preciso recordar-me de quem realmente sou, sair do personagem e voltar a ser o ator, voltar a ser o protagonista da minha própria vida. As vezes passo tanto tempo em um personagem que me esqueço de quem realmente sou, dos meus sonhos, objetivos, ideais e ideologias. As vezes me perco na minha própria história me perco de mim.
... E "dizem" que isso é normal, que é fase, ou que estão querendo chamar atenção, mas não é bem assim. Na verdade não é nada assim, se quer tem a ver.
Ao menos já não choro mais por medo, ou por confusão valoral, mas sim por que é necessário chorar para me lembrar de quem sou, fui e quem quero ser..!

terça-feira, 2 de julho de 2013

As Sombras da Meia Noite



Caminho muito confuso, em passos tardios e tortuosos da confusão e melancolia da vida. Com olhos cansados e embaçados pelo elixir da minha dor caminho ao escuro da noite, na solidão, com alguns postes a iluminarem meu caminho e meus demônios a me atormentarem  pelas frestas escuras de pequenas lacunas entre as casas, árvores ou...
Olho rápido para trás – Ouviu isso? – Penso comigo mesmo.
Enxugo as lágrimas e fico parado no meio da rua tentando examinar a sombra negra que apareceu do nada atrás de mim. Vou seguindo meu caminho dando passos de costas, com o olhar fixo na coisa escura imóvel.
Inerte deixo de dar-lhe importância e volto a trilhar rumo a casa. Só que meus pensamentos melancólicos foram tomados pelo susto da criatura sombria que surgiu do nada.
Caminhando ouço outro estouro, a
gora mais alto e com um som bem mais característico. Parecia o som de um disjuntor desligando-se. A lâmpada do poste a frente da sombra sinistra apagou também. Arregalo os olhos assustado e viro-me bruscamente. A coisa ainda está parada. Forço a visão, aperto os olhos e vejo como se a coisa crescesse. Fico apavorado e sem reação. Parece que meu medo alimenta a criatura e conforme ela se alimenta ela cresce.
Não é nada além de uma sombra escura sob a penumbra de postes apagados. Mas minha visão é falha e a noite é escura. Pode ser algo pior do que realmente estou vendo. De qualquer forma meu coração esta palpitando forte e acelerado. O suor firo começa a escorrer e minha carne começa a tremer por debaixo da minha pele morena.
A sombra avança para próximo de mim numa velocidade inenarrável. O surto de adrenalina é tão forte que me derruba para trás. Mesmo estando a dois postes de distancia da coisa estou em pânico.
Olhos vermelhos se abrem e sinto-os penetrar minha alma. Quase me urino de medo. Meu coração se aperta à garganta e meu corpo treme em frenesi de medo.
O poste a frente da sombra começa a piscar, os olhos voltam-se para a lâmpada que já não está com a luz muito forte. Meus olhos seguem seu olhar e o medo me não me deixa pensar.
Volto novamente meu olhar para ele e vejo-o abrir um sorriso afiado em dentes brancos. Atrás de si surgem outras sombras menores. Aparentemente mais dóceis e acanhadas. Seus olhos são amarelados como a fome da Nigéria e o medo que me domina. Vejo garras afiadas de cor prata, como as facas da alta burguesia portuguesa.
A luz se apaga e as criaturinhas voam ao meu encontro com garras preparadas, dentes ruídos e bocas largas, salivando de fome, desejando minha carne. O susto foi tamanho que levantei-me num pulo. Elas pararam no limite da luz com a sombra. Começo a correr em direção minha casa.
Minha mochila bate às costas e seu peso já não me é tão incômodo. Meus passos largos e apressados parecem não me levar para muito longe. Ao passar pelo segundo poste a luz próxima deles se apaga num estouro. Apresso-me dando uma olhada sobre os ombros.
A criatura, primeira, caminha com calma até o meu encontro, as pequeninas voam desejando meu sangue.
As luzes vão se apagando em um efeito em cadeia e a minha casa se aproxima.
Estou quase ao portão e há apenas um poste de distancia entre nós. A luz se apaga. Entro ao meu quintal e subo as escadas em quase um passo. A luz da varanda está piscando.  Entro à varanda e a luz do poste a frente se apaga. Estou com a chave à mão e enquanto enfio-a na fechadura , dou a primeira volta, a segunda e a luz da varanda se apaga.
O medo me congela, sinto o hálito quente de algo sobre meu ombro. Sinto uma gosma a escorrer sobre meu pescoço. Sou jogado ao chão e começo a gritar.
Sinto cada dentada, cada unha e garra que penetra minha carne e tritura meus ossos. Até pouco antes de arrancarem meus olhos vejo a criatura-primeira a me olhar, de pé, sorrindo, só observando suas crias a me triturarem.
A dor e intensa e permanente. Meus gritos de agonia e horror são estrondosos e apavorantes.
Ninguém faz nada. E Ele só observa.
Ao fim. As criaturas estão saciadas. Deixam alguns pedaços sobre o piso e toda a varanda está coberta de sangue. Do chão, as portas, as paredes, os quadros, até o teto.
Ao fim, vejo como se ainda estivesse deitado ao chão, mas sei que nada mais do meu corpo restou. A dor é mais profunda e aguda. Mas não sei explicar onde.
A criatura-primeira me pega em suas mãos negras, largas e peludas. É quente e aterradoramente aconchegante. Ele me olha aos olhos e sorri sadicamente. Seu olhar fumegante penetra meu ser, destrói e devasta tudo que está edificado dentro de mim. E assim, quando nada mais há ele devora-me.
De repente as luzes voltam ao normal. O silêncio da madrugada volta e o murmurim começa. As luzes de dentro de casa começam a se acenderem e a vizinhança sai para ver o que houve.
Minha irmã está parada com a porta fechada, imóvel, apavorada de terror. Minha mãe levanta-se com vovó e titia. Todas vão ao local. Ao abrir a porta, minha mãe vê o sangue, vê meus objetos e o retalho de minha roupa e um pouco da minha carne dilacerada ao chão e desaba, ajoelhada, chorando aos restos de seu primogênito. Vovó chocada não sabe o que fazer, simplesmente tenta passar para ver, mas minha irmã não deixa. A minha irmã mais nova acorda e pergunta por mim, pergunta pelo sangue e minha tia tira-a do recinto.
A vizinhança se aproxima, tenta entender o que aconteceu, o som da sirene fica mais forte e adentra o local. Os policiais, paramédicos, bombeiros. Todos chegam, todos se chocam, alguns choram, outros vomitam, alguns olham e saem do recinto e outros simplesmente tentam tratar com indiferença apesar do turbilhão de sensações. As lágrimas são inevitáveis e as respostas são nulas. Tudo o que os resta é sofrerem pois o meu sofrimento é eterno, irrevogável e perpétuo!