Para quem não entende quem é que escreve o blog isso explica um pouco sobre o autor... http://lipedick.blogspot.com.br/2014/02/eu-autor-felipe-dick.html
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Matinhos de Jesus
Responder o chamado de Deus a cada um de nós é nadar contra a corrente.
Pensemos que o mundo, generalizando-o metaforicamente, é um chão de concreto, que é infértil pois acima do solo natural há concreto. A cada resposta positiva a Deus é um matinho que cresce naquele chão que impede a respiração das plantas, que impede a entrada de luz solar, as vezes esse concreto abre fendas e por um certo período de tempo crescem vários matinhos, grandes e belas plantas e daquele lugar pode se dizer que algumas vezes cresceram até grandes Carvalhos. Após a morte desses carvalhos e desses matinhos, o buraco era fechado novamente e outra era é iniciada. A cada vocação respondida de pleno coração, cresce belas e lindas, as mais belas e maravilhosas flores, que de certa forma, para uns são grandes carvalhos.
O Demônio é o concreto que abafa e ofusca o brilho de Deus, Nós somos sementes que estão plantadas embaixo do concreto, e a cada vez que escolhemos por Deus nós vencemos o maligno e ultrapassamos o concreto, as vezes somos pisados, mas isso não nos faz entrar no concreto novamente. Tempos em tempos abrem fendas no concreto, onde milhões de pessoas, vários matinhos conseguem sair e viver a graça da luz, a maior fenda da história foi durante e após a vinda de Cristo na Terra. Mas o maligno teima em fechar o buraco. As vezes crescem de vagar um matinho, cresce até se tornar um grande carvalho e tornar-se referência de Deus, como Maria, São Paulo e atualmente, acredito que podemos citar também, Beato João Paulo II.
Somos matinhos que lutam para sobreviver em meio ao concreto, ás vezes sem água, sem nada, mas nunca sem esperança.
Somos matinhos aos olhos do mundo, mas grandes carvalhos aos olhos de Deus.
Conheço muita gente que é um matinho. Mundo, Somos esses matinhos. Acordem e vejam o que perdem.
Tenho orgulho de ser pisado as vezes, fico muito feio e murcho muitas vezes, mas eu sou muito feliz sendo matinho.
E você é um matinho? Não quer ser?
Amor uno/trinitário individual
Um dia, um homem a convidou para tomar um sorvete. O seu maior erro foi acreditar que era só mais um cara legal.
Ele falou que a amava. Ela acreditou. Eles se apresentaram. E ela o entregou seu coração com apenas um nome.
“Joana, Joana Jones Jett”
A partir daquele momento eles não foram mais os mesmos.
A jovem Joana de 14 anos entrou no carro do universitário “caridoso” que lhe prometeu dar uma carona para casa após ela o ajudar com algo.
Joana acreditou que seu amor a primeira vista era recíproco só porque ele disse: “ Sou Carlos Jones, estudo jornalismo na USP, Tenho 25 anos e perdi meu coração em suas belas curvas, meus sentidos foram entorpecidos com o aroma de morango e a cor de fogo de seus esvoaçantes cabelos lisos.”
Ele a levou à um motel, onde a pediu para ajudar-lhe com uma pesquisa de campo, já que ela era tão madura para sua idade.
Isso mesmo, “ERA”, Joana J. Jett foi estuprada, depois morta, esquartejada e durante um mês seu assassino deixava partes de seu corpo em sacos de lixo pretos, em meio a papeis repicados, onde estavam escritos “A culpa é sua Pe. Klaus!”.
Agora vocês, meus caros leitores, devem estar pensando, “Quem é este cujo nos escreve?”. Eu sou aquele que ouviu por anos em silêncio confissões de ultrajes a humanidade e a integridade Cristã, confissões de assassinatos, estupros, torturas. Tudo em troco de seu próprio prazer sádico e irrevogável.
Sou aquele que optou o sacerdócio a casar-se com a coelhinha miss março.
Sou aquele que sempre realizou o sonho do meu irmão mais novo, o sádico Cristopher. Sou o que ele sempre sonhou ser. Até que chegou a hora de quebrar o silêncio.
Sim, sou o Padre Cristian Marques, afastado do sacramento da ordem por confessar o meu álibi da morte da pequena Joana. Contei a confissão de meu irmão Cristopher Marques, um assassino sangue frio, que desde dez anos, mata como se fosse beber água.
Somos filhos da americana Suzana Tompson, atriz seqüestrada pelo assassino açougueiro Carlos Manuel de Satãn.
Dizia papai que seu nome era uma ironia pelo fato de sua mãe ter traído seu pai em um ritual demoníaco e ele nunca ter perdoado, outra vez disse que era uma predição de que ele ganharia a vida matando seus “inimigos”, mas na maioria das vezes ele dizia que não queria falar sobre isso. Nunca saberemos. Ele foi morto, enforcado pela vizinhança e o corpo, mamãe jogou em uma fogueira no fundo do quintal de casa. Tinha eu treze anos e meu irmão acabara de fazer dez anos no dia do aniquilamento do maior assassino do mundo. Mal sabiam que naquele dia nascera o pior assassino que já existiu.
Nosso sobrenome diferente, nós nunca soubemos o porquê, ele nunca nos dissera.
Apesar do meu pai ser um assassino internacionalmente procurado, ele nos ensinou o que é o amor e como amar, mesmo sendo o amor dele pela mamãe doentio. Ele nos ensinou a respeitar, ensinou os perigos do mundo, mas que acima disso estão suas belezas.
Eu nunca me esqueço que um dia no Central park, ele nos falou, em nossa última viagem internacional, “Meus filhos, eu não sei se sou um bom pai, sei que não sou um bom cristão como quero que vocês se tornem. Mas não ouçam quando alguém dizer que vocês tem que ser perfeitos, pelo contrário crianças, errem, errem enquanto podem, pois quanto maior o tombo, maior o soerguimento. E lembrem-se, errem enquanto a tempo, pois depois que vocês tomarem consciência de quem é Deus, vocês não vão mais pecar do mesmo jeito.”
Assumo que só fui entender o que ele quis dizer com isso muitos anos depois.
Agora você leitor deve estar se perguntando, “O que ele está escrevendo? Achei que era um artigo, uma reportagem.”
Não, não é uma reportagem, nem um livro é, mas sim uma carta para uma editora. Uma longa carta que conta a história de duas crianças, de uma família, acima disso, acho que é a história do surgimento de um assassino serial, não, tenho certeza que acima de tudo isso é a história de uma vocação, algo que conta o nascimento de uma vocação em meio ao mundo tenebroso, a história da perseverança da verdade. História do amor incondicional de Deus por seus filhos.
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