Para quem não entende quem é que escreve o blog isso explica um pouco sobre o autor... http://lipedick.blogspot.com.br/2014/02/eu-autor-felipe-dick.html
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Seu nome era Huan Silva
O nome dele era Huan Silva. Ele apenas foi um menino, um menino sonhador e com muitas dores e ferimentos no coração. Porém, apesar de tudo, ele foi o garoto mais feliz cujo conheci.
Fui por um certo tempo seu confessor, seu diretor espiritual, seu único amigo.
Entre lágrimas e sorrisos esboçados em nossos rostos, devo relatar a vida desse santo pecador.
Quando ainda bebê, seu pai morreu em uma traça de tiros, ele apenas estava saindo do trabalho. Sua mãe solteira e sozinha no mundo cuidou dele o quanto pode após ele completar seis anos de idade ela o prometeu que voltaria para buscá-lo, ela teria que ir trabalhar longe e que mesmo que pessoas fossem tira-lo daquela casa, ela iria até o fim do mundo por ele.
Ela o deixou sozinho em casa, pediu para a vizinha sempre ir vê-lo e o convidar a ter uma vida com ela, mas que não o tirasse dali, para que ele nunca se esquecesse que ela sempre estaria com ele, apesar das circunstancias. Ela falou “Essa é a única alternativa.”.
O tempo passou, aquela criança vivia ali só e se virava bem. No entanto a vizinha já tinha uma idade um pouco avançada e seus filhos vieram visitá-la. Com isso, um deles viu que seus desgaste físico estava sendo ocasionado por ela estar cuidando de duas casas simultaneamente e seu filho mais velho ligou para o conselho tutelar e relatou o fato, afirmou ainda que sua mãe e eles não poderiam ficar com a criança, o órfão abandonado deveria ficar em uma casa de custódia provisória.
O conselho tutelar foi na casa do menino, arrancaram-no a sangue frio e o levaram para a casa de um homem viúvo, já tinha ele seus 46 anos, um gordo com muito dinheiro, o mestre de psicologia infantil da UNICAMP. Ele parecia um bom homem, alguém com que o menino pudesse contar e confiar, pois ele conhecia a mente infantil. Ninguém desconfiava o monstro que ele era.
O menino me relatou que o homem falou que o mundo o odiava, por isso o jogou no colo dele, ele disse que por isso o pequeno Huan deveria fazer o que ele quisesse.
A própria criança, já em sua juventude disse que o seu tutor não o pedia nada de extravagante ou abusivo. E como recompensa. Disse o jovem “Foi o melhor dia da minha vida, foi como reviver os momentos em que estive com minha mãe! Foi magnífico.”
O seu tutor o levou em sua antiga casa para que ele pudesse pegar algumas lembranças de sua mãe. O menino uma correntina de ouro e prata de seu pai e um porta retrato de aço escovado com a foto de Donna e Luiz, seus pais, sua mãe grávida e ambos muito felizes.
Até hoje guardo essa foto em minha bíblia.
O seu tutor pegou calcinhas da mãe da criança sem que ele visse, as levou para casa.
Em um sábado a noite após Huan voltar da missa , ele encontrou seu tutor bêbado, deitado na cama com as calcinhas de Donna.
O menino, educadamente, o perguntou se precisava de algo. O porco velhote o respondeu “Você está reconhecendo essas roupas?”, o menino fez que sim. O homem continuou, “ você gosta delas?”. Ele tornou a fazer que sim. E me admitiu posteriormente, “Por que diria que não, eram belas roupas, eu não entendia, era apenas uma criança.”.
O homem mandou que ele as vestisse, o pequenino tentou retrucar, mas o velho tornou a dizer-lhe barbaridade do mundo e dizer-lhe que não servia para nada a não ser servi-lo. O menino tirou a roupa e vestiu uma peça íntima de sua mãe. O velho o pegou no colo, foi falando monstruosidades e atrocidades, começou a acariciar o rosto e depois a barriga, posteriormente foi descendo a mão para as pernas, as cochas, o bumbum e por fim a genital. O jovenzinho estava tremendo de medo. O porco pedófilo o beijou na boca, retirou suas próprias roupas e fez sexo anal com a criança de apenas seis anos. O menino gritou muito, mas não pediu ajuda.
Os relatos do menino foram que ele viveu isso por cinco anos, ele disse que os assistentes sociais sabiam e por vezes iam fornicar-se com ele e seu tutor. Homens e mulheres vendidos por dinheiro e bebidas caras. Em nossas conversas ele disse que sabia que seu tutor o prostituía e fazia sexo grupal com ele, outros adultos e outras crianças também. Ele nunca o elogiava, por mais que ele fosse obediente, um dia perguntou-o por quê de nunca ser elogiado e o menino levou uma bofetada que o fez cair e cortar a maçã do rosto, próximo ao olho direito. Ele me relatou que apesar de viver como um “escravo sexual”, as palavras dele, ele era feliz assim, estava apaixonado por seus tutor e que mesmo após esses cinco anos, quando sua mãe voltou, ele não queria voltar a morar com ela e só voltou porquê seu tutor legal, misteriosamente, foi envenenado ao consumir um whisky que ganhou de alguém na faculdade. Mesmo assim houve um longo julgamento, onde depôs ele, sua mãe, a vizinha idosa e seus amiguinhos da escola, que confessaram as agressões físicas e sexuais que ele sofria. Ele passou por corpo delito, foi encaminhado para uma psicóloga e foi entregue a mãe.
Sua mãe estava casada novamente com um outro homem, um homem rico, diretor de marketing de uma empresa de vídeo games.
Ele me relatou ficar muito triste com tudo aquilo que estava acontecendo em sua vida e a sua volta, disse estar desnorteado, pela morte de Antônio Carlos, seu tutor falecido, com o novo casamento de sua mãe, com uma mudança que eles fizeram para Uberlândia, Minas Gerais, com tudo aquilo que estava vivendo, ele fechou-se em seu mundo, vivia em silêncio, ouvindo músicas tristes ou as brigas de sua mãe e seu padrasto.
Posteriormente ele descobriu que sua mãe era usuária de drogas e que João Silvio, seu padrasto, a batia. Ele confessou também que por várias vezes por efeito das drogas, João também o batia, mandando que ele falasse algo, mas como Huan já tinha passado por coisa semelhante ele não esboçava sentimentos e permanecia em silêncio frio e gélido como a morte de seu amado.
Ele viveu isso por mais cinco anos, após esse tempo, sua mãe morreu de overdose e seu padrasto, com o fato, suicidou-se, jogando-se com um jaguar contra uma fábrica de fogos de artifício, onde ele não morreu pela batida, mas sim pelo incêndio.
Depois de tudo isso, com dezesseis anos, o menino foi adotado pela segunda vez, ele foi adotado pelo filho mais novo de sua ex-vizinha idosa, pois um de seus pedidos antes de morrer foi que seus filhos cuidassem do pequeno Huan, para que ele tivesse um futuro e crescesse bem.
O jovem Cristopher de vinte e oito anos, nenhum santo, o levava sempre no seminário para seu irmão velo e para ambos conversarem com o diácono.
O rapaz me relatou que seu tutor era um monstro com algumas pessoas, mas que apesar disso ele não o temia. Ele disse que sabia de cada assassinato e estupro que seu “atual” responsável fez e ainda planejava, mas ele não fazia nada com o menino. Pelo contrário, ele disse que com seu novo tutor ele podia ser quem ele realmente era, conseguiu ser um verdadeiro jovem, ele deu seu primeiro beijo de verdade e até fez amor. Ele conversava com seu “quase pai” sobre amor, sexo, religião e escola. Ele disse que o Cristopher era um ogro por fora, mas que por dentro tinha o maior e mais belo coração que já tinha visto.
O jovem disse que seu tutor não sabia de tudo, mas seus conselhos eram ótimos e os de amor eram lindos. Ele o aconselhou sobre amor assim, “ Eu não sei amar, meu amor machuca e é mau, mas sei bem o que é o amor e se você, meu filho, está apaixonado, não importa mais nada, faça o que for necessário para ficar com quem você ama, seja quem for.”. Ele disse para mim “O novo pai, assim que eu o chamo, sabe que estou apaixonado por um home de vinte e um anos, mas ele não liga, ele disse que aqui em São Paulo, eu vou sofrer muito sendo gay, mas ele não pode julgar ninguém, ele também é todo errado. Falou para que eu use proteção e para eu só começar a “investir” depois que tiver certeza de Daniel, de que ele é um bom rapaz e que ele gosta de mim. O que você acha Cristian?”
Na época fiquei sem reação. – Como meu irmão pode aconselhar isso para um menino Cristão? – Eu relevei por tudo que nós passamos também em nossa história. Tudo bem, não foi nada comparado com a vida de Huan, mas também não foi um mar de rosas.
Agora vocês devem estar muito confusos, mas eu esclareço. Sim, eu sou o Pe. Cristiam, o Padre afastado que escreveu a carta anterior, mas agora é diferente, eu estou a falar da vida de um jovem e não da minha.
Sim eu sou o filho da idosa morta e o sádico do meu irmão adotou o menino porquê eu estava no seminário e tudo o que vocês leram sobre esses dois irmãos fomos nós. Hoje me arrependo parcialmente do que fiz, de ter ligado para o conselho tutelar, de não ter cuidado dele. Mas, talvez, se não tivesse feito isso ele não teria se tornado esse santo menino que se tornou e de fato eu não teria ido para o seminário.Na verdade há pessoas que acham que a minha ida para o seminário foi van, mas isso não convém eu falar agora.
Eu o aconselhei a viver uma vida santa apesar de gostar de outro garoto, disse que ele deveria viver o martírio cotidiano, o martírio de morrer cotidianamente para o pecado e renascer para Deus.
Durante o diaconato e após a ordenação sacerdotal eu o acompanhei semanalmente e acompanhei seu grande sofrimento espiritual. Ele relatou uma grande dor por ter que se afastar dessas coisas, da pornografia, de ficar com quem quisesse, de certas amizades e principalmente de seu amigo Daniel.
O aconselhei que rezasse por tudo o que o fazia sofrer e que intercedesse por todos aqueles que marcaram seu coração de qualquer forma. Ele me surpreendeu, disse que já havia feito isso, disse que rezou pela alma de minha mãe e ela apareceu para ele e o mandou rezar por aquelas almas que tinham o magoado, de qualquer forma que o tivesse feito, que rezasse pelos pecados que presenciou, que fez e que quis cometer. Ele disse que se ajoelhou aos pés da cama e rezou pela alma de Antônio Carlos, disse a Deus que o perdoasse pois o próprio Huan já o havia perdoado por tudo o que seu ex-tutor fez mesmo sabendo que tudo aquilo nunca sairia de sua história. Pediu que Deus também perdoasse sua mãe e João Silvio, pois eles pecaram contra seu corpo e contra outras pessoas, falou que eles pensavam que o dinheiro traria a felicidade, mas eles se enganaram e só viveram dor. Pediu perdão pelo meu irmão, pelos homossexuais que tanto via em vídeos pornográficos, pediu perdão pelos pecados de seus amigos e pelos meus erros do passado, pois eu não sabia o que aconteceria com ele.
Eu fiquei espantado, “Como ele saberia disso? Nós nunca nos tínhamos visto antes dele me visitar no Seminário.”, então eu perguntei, “Como você sabe disso, como sabe que tal atriz foi minha mãe? Fui informado que o conselho tutelar só tinha te dito de um novo tutor, mas não de quem era.”, ele disse que só falou o que veio a seu coração e quando se ajoelhou a atriz idosa sumiu e quando fechou os olhos para orar percebeu que uma outra mulher se sentou em sua cama, ela afagava sua cabeça enquanto rezava e que quando parou de rezar não conseguiu fazer nada a não ser repousar a cabeça no colo dessa moça e chorar, ele disse que ela tinha um cheiro diferente de perfumes que conhecia, disse que era um perfume como o de um campo florido na primavera misturado com mel e o quanto mais ele chorava, mais ele sentia o seu quarto se encher de um fedor muito forte, como carniça, quando parou de chorar disse que sentiu uma grande paz, a moça imediatamente ergueu sua cabeça, enxugou suas lágrimas e sorriu para ele. Espantado com tamanha beleza, ele a perguntou quem era ela, ela o respondeu “Meu amado filho, foi esperado no céu, com grande ânsia, a volta de seu coração ao Pai, Ele me mandou para dizer que seu vale de lágrimas está para acabar, mas antes ele deveria curar muitas me pessoas por sua enfermidade. Nesse momento, o nosso Senhor te pergunta se você quer que cure o espírito para sofrer na carne a dor dos pecados dos homens ao seu redor ou prefere ser curada a carne e sempre estar com a dor de sua história, podendo assim, estar mais propício a cair em suas tentações?”.
Ele disse que não conseguia interrompe-la, estava extasiado e a respondeu sem saber quem era ela e que força ou energia era aquela que ele sentia a sua volta.
“Mãe, que se faça a vontade de Deus na Terra. Que os homens vejam a glória de seu amor.”
Ela sorriu e disse “Homem, você vai sofrer muito pela sua escolha, será tão agraciado quanto perseguido pelo nome de meu Filho, Vede, nós estaremos sempre contigo, até o fim dos tempos. Não acreditaram em suas palavras, porém você saberá como provar a verdade e a verdade os libertará.”
Ele estava encantado com suas palavras, enquanto ela falava ele olhou ao seu redor e o deparou com uma brancura única e resplandecente de tal forma que nunca foi vista antes, visualizou um homem de pé, com túnica branca, um jovem muito belo, com roupas brilhantes, a traz de mim consegui ver os pés de um homem, com uma túnica dourada e cintilante, só consegui ver sua orla, não conseguia erguer minha cabeça para ver seu rosto.
Voltando-se a mulher ele a perguntou “Mãe, quem é você e como vou provar a verdade ao mundo?”. Ela o respondeu com calma, atenção e afeto, “Meu querido, quando perguntarem quem sou, diga que sou a virgem aparecida, a mãe do Brasil e do mundo, se lhe duvidarem a verdade, não tenhais medo, todo o Céu está ao seu lado. Agora durma, pois quando amanhecer você verá um belo dia, onde o amor de Deus operará.”
Ele se deitou se deitou e quando acordou estava tudo como antes, normal, ele disse não acreditar no que achava ter acontecido, então foi viver seu dia normalmente, tentando esquecer o suposto acontecimento. Ele se levantou, arrumou a cama, tomou banho, comeu o café da manhã, falou com o novo pai e foi para a escola, no meio da aula disse que se sentiu um pouco tonto e com muita enxaqueca desde muito cedo, ele se levantou para lavar o rosto e desmaiou na porta da sala.
Cristopher foi a escola do menino, o pegou e levou-o ao Hospital pois ele estava gelado e inconsciente. Após uma bateria de exames ele foi levado para um quarto para descansar. Quando acordou disse ao novo pai que se sentia mal desde que amanheceu o dia, mas nada de diferente havia acontecido, ele disse ao menino para descansar, pois já tinha avisado a todos do acontecido e que ficaria ali o quanto fosse necessário para ajudá-lo e que o resultado dos exames já deveria estar chagando.
Quando os exames chegaram o médico chamou o tutor legal para conversar, o doutor disse que o menino tinha um tumor maligno no cérebro, que nem adiantava mais fazer exames pois já tinha sido diagnosticado que o câncer estava muito avançado, não era possível remover o tumor sem tirar a vida do menino, pediu que ele avisasse o menino e que só podia desejar-lhes uma boa semana, pois essa era a última do jovem Huan.
Meu irmão esperou o médico sair e me ligou, disse para que eu pedisse ao Bispo uma licença, para poder viver os últimos momentos do meu sobrinho adotivo, pois o mesmo tinha muita consideração por mim.
Não soube como foi dito ao menino, mas fiz o que me pediram, o Bispo me deu uma licença de quinze dias e eu fui para a casa de meu irmão, onde ele me disse que o menino estava um pouco triste pela doença, mas quer ir para a escola no dia seguinte, quer viver como se estivesse bem e nada tivesse acontecido. Tentei convencê-lo de não ir, de passar aqueles últimos dias em casa com sua nova família, mas o jovem estava irredutível. Tivemos que no dia seguinte deixá-lo ir para a escola, quase que escoltado por mim e meu irmão.
Após a escola o levamos para outros médicos, ele fez outros exames mas chegamos em casa as onze e meia da noite com a resposta de que ele só poderia tomar uns remédios para que não sofresse tanto durante esse período. Compramos os remédios. Estávamos desamparados e inconsoláveis, era como se nossa mãe tivesse morrendo novamente, soque agora ela estava nova, cheia de vida e vigor.
Era trágico de mais para ser verdade. Os dias foram se arrastando como se fossem anos, nós víamos, no rosto dele que ele sentia muita dor, conseguíamos ouvir ele vomitar, o amparávamos quando ele desmaiava, achando que seria o último de sua vida, mas em momento nenhum ele reclamou do que estava passando.
Passou-se a última semana, estávamos com medo, achando que qualquer hora seria a hora de sua morte, mas isso não acontecia.
Passou-se oito dias, nove, dez e no 12º dia após o primeiro desmaio, ele, após o jantar foi para a sala ver TV, estava assistindo sua série de TV preferia, Glee, ele dizia que tinha muitas coisas erradas naquela série, mas que aquilo retratava de fato o que a juventude vive. Era uma maratona desde a primeira temporada até o episódio atual, acho que era para estrear a segunda temporada no canal FOX.
O vimos por uns minutos vibrando com os acontecimentos e depois meu irmão e eu fomos arrumar a cozinha e conversar, após os nossos afazeres, fomos chamá-lo para ir se organizar para dormir, mas ele não respondeu, ele estava dormindo com um semblante muito bonito e decidimos não acordá-lo, só o cobrimos com seu edredom do filme Harry Potter, desligamos a TV e fomos dormir também.
No dia seguinte eu acordei bem cedo para rezar, fiz tudo o que tinha que fazer e fui ajeitar o café, passando pela sala vi que Huan continuava na mesma posição e decidi não o acordar.
Fiz o café e quando vi que já estava na hora da escola fui chamá-lo, falei seu nome por várias vezes, o sacudi, tirei seu edredom brincando e vi que ele não se mexia, então fui aferir sua respiração e então percebi que ele poderia estar morto desde ontem á noite.
Chamei meu irmão que ligou para a ambulância e quando os médicos chegaram eles logo o levaram para o hospital onde ele costumava ir. Eles deram o laudo da necropsia e o levaram para a capela do seminário, ali eles velaram o corpo e convidaram todos os conhecidos do menino para a missa de corpo presente que seria ás 18:30 da noite.
Aos poucos foram chegando pessoas e mais pessoas, amigos, colegas de escola, os funcionários de sua escola e conhecidos de toda São Paulo e também de quando ele morou em Minas Gerais, eles foram se reunindo e se sentando em toda a igreja, a capela estava lotada, tinha pessoas em pé até ao lado de fora dela, tivemos que transferir a missa para o lado de fora do seminário, onde tinha um belo campo de margaridas e outras pequenas flores.
Ali foi dado início à missa, foi tudo norma, muito choro mas todos prestando muita atenção, isso me surpreendeu, pois eu sabia que alguns presente não acreditavam em Deus e sabia também que ali haviam pessoas que o fizeram muito mal.
No fim de minha homilia eu abri um espaço para que algumas pessoas falassem um pouco sobre a vida do menino em meio o seu cotidiano. Muitas pessoas se levantaram e começaram a falar.
Quando eles começaram a falar eu fiquei maravilhado com suas palavras. – De fato, dali saíram muitas pessoas presas, mas todas confessaram seus crimes e falavam o quanto ele as mostrou que Deus é bom e misericordioso.- Todos disseram algo em comum, eles falaram de um blogger que Huan escrevia diariamente, chamado de “As mão de Deus na Terra”, todos disseram que ele evangelizou muito ali, com seus atos na sociedade e principalmente quando ele falava com as pessoas na escola.
Após muitos testemunhos terminamos a missa, quem cometeu seus crimes foram presos e os demais foram para casa. Quando cheguei na casa de meu irmão, vi o blogger do falecido e vi quão grandiosidade ele por ali falava.
O tempo passou, alguns daqueles que foram presos, já tinham sido soltos, o acontecido da prisão de meu irmão, aconteceu logo depois, eu escrevi meu primeiro livro e decidi estudar a história do menino Huan para escrever sobre ela e vi que era mais bonita do que eu sabia.
Alguns relataram curas espirituais por intercessão dele, outros curas físicas, mas todos falaram maravilhas dele.
Então eu escrevi, e entre lágrimas de saudades e sorrisos eu encerro essa história.
Agora eu digo, no meio da minha pesquisa, eu fui falar com meu irmão, nós discutimos, ele chorou, se confessou, prometeu não fazer novamente e voltou a ser um dos meus melhores amigos.
Fiquem com Deus meus leitores, espero muito de vocês após essa grande e bela história, a história de um jovem, de um grande pecador, mas principalmente de um grande santo amado por Deus.
Se tudo o que ele disse era verdade? Acredito que sim, não acho motivos para ele mentir, ainda mais que ele me deu um dia um pedaço de pergaminho, muito antigo, escrito com tinta dourada, algo que ele não poderia comprar ou achar em qualquer lugar, nesse pergaminho estava escrito: “De utero meo, panem vitae, et comedat infinito.”
Que significa: O pão da vida veio de meu ventre, comei-o e vivereis para sempre.
Ele me colocou isso em minha bíblia na última visita que me fez ao seminário, não entendi de princípio, mas agora compreendo muitas coisas.
Absorvam e vivam para sempre com Deus e Maria. Ele conseguiu ser um santo, por que você também não pode ser um?
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