Encontrei a ponte mais bela do mundo, no entanto para atravessa-la é necessário pagar seu pedágio, um pagamento caríssimo onde se faz pensar duas vezes antes de atravessar aquele belo monumento, pagamento que se faz com a vida.
É muito estranho o fato de pagarmos coisas que são abstratas com outras palpáveis, como para morrer é necessário dar-lhe a vida, mas no meio dessa contradição fica também o fato que a morte, por um lado, é abstrata, pois você pode tocar o morto, mas o que se passa após a morte ou na transição é um mistério para todos. Á várias teorias, mas alguma palpável, alguma relatada em fatos? Não, todas apenas teorias, como o BigBang ou o Éden, não anulando nenhuma teoria, mas elas não passam disso, não se tem fatos científicos suficientes para dizer que deixou de ser alegórico.
Apesar de todo abstracionismo da morte ela é plenamente perfeita e linda, de uma beleza estonteante e, paralelamente, sombria. Essa perfeição me assusta, enche de desejo, me entorpece os sentidos. É algo tão perto a ponte de quase conseguir tocar e tão longe a ponto de mal ver ao largo horizonte.
Particularmente sou apaixonado pela beleza da morte, para mim é a criação mais perfeita de Deus, sendo também Deus, possivelmente, um ser abstrato, mas... (Fica difícil falar de Deus sem eu falar sobre minha fé. De fato sou um homem de fé e muita fé, humildemente falando, mas o fato é que Deus é como a morte, em relação a abstracionismo, é um fato, mas é intocado fisicamente. É estonteantemente perfeito e temoroso só em pensar em tamanho poder e bondade, mas isso não convém falar.)
Mas o contra ponto principal disso tudo é o fator morte e vida, duas coisas completamente opostas mas singularmente abstratas, como explicar ambas, é um nó para todas as ciências, é motivo de bate boca e de brigas, mas também, motivo para entregar sua vida a morte. Controverso não? Mas é assim que é a vida, controvérsa e complicada, porém ela foi criada para ser simples. Como entender?
Bem, mas se a vida é o contrário da morte, o que é a vida?
A vida é o Oxigênio? Não, o oxigênio é o oxigênio e a vida é a vida.
Então ela é o alimento? Não, o alimento é o alimento e a vida continua sendo a vida.
Pode ser também a água! Mas acho que não, pois a água é a água e a vida é a vida.
E Deus, pode ser Deus? ... Motivo de discussões e controvérsas...
Pois bem, a vida e muitas coisas dela são assim, coisas muito próximas, mas sem nenhuma explicação palpável.
Tudo que foi citado a cima pode ser dito como combustível da vida, mas para muitos é a vida, e então? O que é a vida? E a morte? E Deus? E...???
Por isso acho a morte linda, ela é descomplicada para quem a sofre, a morte é a morte e pronto, quem morreu morreu e não se preocupa a ponto de voltar e resolver algo, é perfeito, morreu e é um fim, ou melhor, é um novo começo, pois a morte é só uma ponte, a ponte mais linda de todas, onde liga a vida com o novo começo misterioso.
