sexta-feira, 28 de junho de 2013

Dicotomia da sociedade



Ao ver seus cabelos a balançar no vento, com a força de suas piruetas alegres e abobadas. A beleza estonteante do veludo cor de rosa de seus cabelos brilhantes ao vento sobe o sol dourado.
Abro um sorriso ainda mais largo que o seu sorriso de uma alegria pura e inocente.
Seu vestido levanta com o rodopio e tremula com a sofreguidão e com o vento que nos acaricia.
Sua pele branca, quase brilhante, parece mais macia do que o corriqueiro.
Seus olhos azuis são como duas piscinas de pura beleza. Olha dentro de seus olhos grandes e carinhosos é como se mergulhasse ao profundo e leve céu azul matutino. Tão doce e tão suave.
Esses lábios teus, tão rosados, tão suaves, tão delicados e tão bem desenhados.
Seu bailar desengonçado é engraçado e de uma forma estranha me atrai e faz meu coração palpitar.
Tão bela e tão delicada. Como uma pequena bailarina.
Tão pequena e com curvas tão delicadas, mas tão aparentes.
Corpo de uma típica brasileira, mas parece uma típica gringuinha.
Das flores do campo, cujo você dança com tamanha destreza, você é a mais bela.
Parece que conforme você dança, esse bailar tão sutil, as flores tatuadas em seu tornozelo esquerdo vão subindo em um bailar e vão envolvendo-a em uma bela e perfeita flor.
Seu sorriso é acolhedor e toca meu coração. Sua beleza dilacerante para minha existência.
Como algo tão puro e tão perfeito consegue se quer pensar em algo tão horrendo como eu?
Simplesmente não sei. A única coisa que sei é que aqui é perfeito. Somos dois seres que contrastam em todo o ambiente verde. Aqui podemos ser, novamente, dois seres; Podemos ser, novamente, os amantes, filhos, da mãe Gaia.
Eu: Cabelos pretos, esguio, piercings em quase todo o corpo, mais de vinte tatuagens.
Gosto das sombras e vejo as trevas do mundo.
Ela gosta do sol e das belezas da natureza. Acha que todos são tão belos e puros como é.
Somos a dicotomia da sociedade.
Ela é a pureza e a infância e eu sou a podridão, a maldade e a vida adulta má intencionada.
Ela as vezes costuma viver uma vida inteira e eu também, as vezes vivemos por “partes”. Mas principalmente gostamos de nos encontrar pelos corpos e sermos amantes como sempre...

terça-feira, 25 de junho de 2013

1, 2, 3, peço perdão outra vez!



Para ser honesto quero muito mesmo é ser perdoado por algo que fiz. Ou por algo que deixei de fazer.
Eu não sei!
Honestamente, não sei como acabei afastando vocês assim de mim.
E não finjam que vocês não se distanciaram, pois eu sei que sim. Saem de perto, não respondem, fingem ocupação, matam-me com o silêncio e a ausência.
Querido menino, sei que você não lerá isso. Mas eu queria que lesse.
Eu não te amei. Não da forma que você queria que eu te amasse. Não da forma que você me amou.
Perdão se demonstrei isso de uma forma tão bruta e tão sacana. Perdão, eu já pedi perdão. Mas a maioria das pessoas acham difícil perdoar, por isso não o julgo.
Querida menina, perdão se acabei não sendo o príncipe que você sonhou. Eu sei que não pedi-a perdão dessa forma. E sei que você, também, não lerá isso.
Perdão por não ser o homem que você sonhou. Perdão por não ser o príncipe num corcel branco do século XXI. Perdão!
Digo algo que quis dizer pessoalmente, mas não tive oportunidade. Por falta de tempo que ambos sabemos. Digo que não daria certo. Somos de mundos diferentes, somos muito diferentes e, também, que não sou um príncipe, longe, até, de ser um sapo encantado. Ou qualquer coisa do tipo de conto de fadas. Estou mais para o monstro do pântano. Aquele monstro que quer ser amado e aceito, mas que nunca deixa de ser monstro. Aquele monstro que ruge a noite e que ama pela manhã. Aquele que admira a lua e come seu coração sem perceber o seu pulsar. Aquele que chora por te matar e finge que não se importa por ser um asqueroso monstro do pântano fedido.
Perdão minha querida pois eu quis te amar e por te amar eu quis te proteger. Perdão pelas formas que o fiz.
E por último peço-lhe perdão, meu senhor. Perdão por ser chato. Perdão por nãos ser mais o mesmo. Perdão por ser tão persistente. Mas pelo o que você pode ver, meus maiores defeitos são minhas, também, qualidades. E, sendo assim, não posso abrir mão delas. Por isso peço-vos perdão. Perdão, pois não posso abrir mão de mim para acolher você! Peço perdão, pois Eu é quem estou tentando afastar-me de ti, pois não quero-te próximo ao meu ser, muito menos ao meu coração. Quero-te como irmão. Como sempre foi, ou sempre deveria ter sido. Peço-lhe perdão!
E você, caro leitor fútil e tolo. Peço perdão, pois achou que leria algo bom e importante. Mas foi apenas mais um textinho sobre perdão. Ou um textinho pedindo perdão.?!
Perdão meus caros, mas eu escrevi, de fato, sobre perdão, pois é o que eu sinto e não tenho muito para escrever.
Peço perdão, pois meus horários estão meio sem pé nem cabeça. Peço perdão por estar sem inspiração o suficiente, peço perdão por pedir perdão e o mais importante, peço perdão por escrever sobre meus pedidos de perdão para ganhar um certo tempo, ao certo dois dias, para conseguir escrever algo melhor do que uma “carta”, ou sei lá o que, sobre perdão...
Por isso...
Perdão!
Felipe Dick
POST SCRIPTUM: Pois pedir perdão é como os passos solitários de uma mulher na orla da praia. Graciosos, deslumbrantes e beiram a perfeição!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

PERDÃO!

Prezado leitor, peço perdão por não estar publicando nada com a qualidade que costumava publicar.
Sei que houve uma queda exorbitante nos acessos ao blog, presumo ter sido por ter ficado tanto tempo sem publicar e também por não estar publicando nada com a qualidade que vocês merecem. Mas eu tenho uma "desculpa".
Estou, graças a Deus, trabalhando e o meu serviço está me consumindo  todo o tempo. Eu saio de casa de manhã, cedo, e chego bem tarde. Meia noite, para ser, quase, exato. E esse horário minha irmã está utilizando do computador.
Ou seja, não estou conseguindo eescrever nem publicar.
Hoje, por ventura consegui publicar antes de ir. Mas não conseguiria escrever em tão pouco tempo.
Gostaria também de deixar uma pulguinha atrás da orelha...
Eu estou quase encerrando meu primeiro livro e quando encerrar eu vou publicar aqui como adquiri-lo.
Outras coisas...
Eu digitei, no dia 22 de maio, quando as manifestações não tinham, ou eram tão brandas que ninguém as percebia, um texto sobre uma ditadura. Um conto, ficou ruinzinho, mas tem 4 partes e eu não consegui tempo para acertar tudo e publicar.
E, por fim, estou trabalhando em um conto muuuuito legal, é um conto fantástico e meio de menininha, mas está muito legal de escrever, imagina de ler... Mas eu só escrevi a introdução. Rezem para que eu consiga tempo para escrever o resto e publicar tudo. rs
Forte abraço pessoal. Agradeço a compreensão e peço mais perdão!
Muito obrigado por tudo e...
Não deixem de nos ler... ;D "

O menino bailarino


Um bailar começa com um dedilhar de violão. Uma voz suave e feminina embala o corpo esguio e delicadamente desenhado pelos músculos masculinos e juvenis de um menino triste que dança, com medo, para fugir do mundo.
Um mundo frio, monstruoso, duro e real.
Como a bailarina cor de rosa de uma caixinha de música antiga, ele dança, baila e escorrega por dentre os arranha-céus, desvia das redes dos predadores e escorre pelas garras das feras.
A cada passo de dança ele se abandona em seu mundo, em suas mentiras e se enclausura em sua capisula de conforto surreal.
Como uma lagarta qualquer sonha tornar-se uma bela borboleta ou uma simples grotesca mariposa cinza, que simplesmente se esconde dos predadores e não embeleza nada o mundo. Seu desejo é simplesmente poder voar livre e bailar pelo vento.
Mas a cada bater de braços ele volta ao mundo duro e frio e lembra-se que de alado ele não tem nada.
A cada balde de pedras e cimento que seu pai joga em suas mãos ele reza aos céus uma breve oração pedindo que logo chegue seu dia de bailar sem temer a hora de vir trabalhar.
Sonha com o dia em que poderá dançar pelos palcos do mundo e ganhar com seu prazer de sonhar.
Ao deitar a cabeça no travesseiro ele derrama lágrimas de dor pelas coças que leva ao tentar contar seus sonhos ao seu pai. Sua mão encobre e cuida de seus ferimentos com lágrimas aos olhos.
Ele chora sem saber o porquê do ódio de papai. Chora pela dor das chibatadas. Chora pela dor dos ferimentos que lhe causaram o trabalho árduo do dia que se esvaiu.
Com a cabeça ao travesseiro, já um pouco mais maduro, imagina o que pode acontecer se fugir de casa.
Para onde ele iria? O que faria? Como comeria?
Inúmeras indagações, incontáveis interrogações caem-lhe como plumas sobre o lago.
- E se eu me for, posso dançar por dinheiro. Posso me prostituir... – Sacode a cabeça e sacoleja os cachos definidos e tristes presos à sua cabeça. – A vida promíscua não é todo esse glamour que a tv passa.
Com dor ao coração e dúvidas a mente ele se vira, olha para a lua e tenta dormir. Mas o tempo “vira” e a chuva começa a cair. Onde ele deita-se, sobre sua cabeça, tem um buraco por onde a chuva cai em seu rosto. E ele não faz nada. Fica ali, parado, deixando ser molhado pela chuva fria e indolente.
“Pelo menos assim minhas lágrimas não parecem tão tolas” Pensa forçando-se a ficar sob a chuva.
Suas lágrimas não cessam
-se e escorrem pelo seu rosto rosado pelo calor da briga com seu pai.
Após socos, chutes, pontapés e tapas ele corre sem destino.
Sua mãe grita por seu nome, mas ele não olha para trás, simplesmente corre sem destino, sem consequência e sem medo.
Após quilômetros ele chega em lugar nenhum. A escuridão toma conta e ele se depara em frente uma árvore. Hoje será aqui seu leito.
Que horas podem ser?
Ele acorda com o sol queimando seu corpo esguio e moreno.
Um pouco assustado ele abre os olhos e se depara com o campo de trigo a sua frente. Ali, mesmo sem música ele dança e os pequenos, delicados e pobres triguinhos são seus parceiros.
Logo, ao abrir os olhos ele se depara a frente de papai e percebe que o pesadelo apenas havia começado, pois o sonho acabou de ser rompido com um chute ao solado do pé para acordar para o trampo.
Mais um dia ele levanta-se, com o rosto rosado pelo tapa levado no dia anterior ele trabalha e no horário de almoço foge e escondido dança, mesmo sem música, simplesmente para poder fugir do mundo, oriundo, que vive.

Uma menina comum com algo a mais



Te reparei desde o primeiro instante em que te vi. A princípio parecia apenas uma pessoa que conhecia, mas depois percebi que sua sapiência era muito superior a essa suposta você.
Descobri em você uma beleza que não conhecia, descobri uma sensualidade que não sabia que existia em alguma mulher. Descobri... Descobri você.
Em meio dos longos cabelos negros encontrei seus olhos castanho escuro. Em meio seu sorriso simpático encontrei sua pinta sensual. Em meio sua pele branca encontrei seu ser. Encontrei algo que nunca encontrei em ninguém. Encontrei algo que talvez nem você soubesse que existiu por todo esse tempo.
Em meio seus lábios finos e rosados eu encontrei o contorno do meu coração. Em meio um jaleco branco eu encontrei sua seriedade. Em meio seu sobretudo eu encontrei sua autossuficiência.
Em meio seu jeito de menina eu encontrei sua fragilidade. Em meio seus olhares encontrei seu coração, encontrei uma luz que me cativou, encontrei um amor que quero chamar de meu.
Parece piegas, eu sei. Mas é como sei dizer o que encontrei em você e o que sei de você.
É pouco, também sei. Quase nada.
Preciso fazer meu dever de casa. Mas tenho medo. Tenho medo de não ser correspondido. Porém sei que a hora de temer chegou ao fim. Independente de uma resposta ou de uma rejeição eu tenho que arriscar. Arriscar por você.
Um nome comum, uma aparência corriqueira, mas uma personalidade única, em jeito menina de ser. Um sorriso cativante e uma voz embaladora. Uma pessoa incrível, uma mulher autentica e original.
Acho que é cedo e assustador falar "Eu te amo", mas acho ridículo dizer "Eu gosto de você". Acho bobo enrolar para não dizer nada, mas acho pior não dizer nada e fingir que não sinto absolutamente nada por você.
Quero dar um passo, mas não sei como começar. Você deu um, mas fui impedido de prosseguir.
Fiz sacrifícios por você e agora está na hora de fazer mais, eu acho.
Temo meu futuro, mas acho que estou no caminho certo. Tenho minhas dúvidas, incertezas e medos. Mas está na hora de deixar tudo de lado e aprender a amar.

domingo, 16 de junho de 2013

Eu sei amar... - (Poem)


Eu amo e sei amar.
Mas meu amor não me ama
e sabe me fazer chorar.
Eu sei chorar e sei sorrir.
Mas meu sorriso preferiu sair
e me deixar cair.
Cair num abismo de medos,
de inseguranças
e de incertezas.
As lágrimas não faltam,
não me deixam,
não se calam.
Os medos surgem com a falta do amor.
Do amor que se foi,
ou DUM amor que se foi?
As vezes a paixão aparece,
diz oi e avassala.
Mas logo se vai e me deixa numa vala qualquer.
As vezes encontro meu amor nas veredas,
veredas sombrias ou até veredas brilhantes.
De qualquer forma é uma vereda da vida!