segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Feliz 1.8 Dany!



É engraçado toda essa história de amigos não acham...
Amigos, colegas, pessoas que vem e vão na nossa vida.
O que mais me intriga é que há pessoas que, por mais que você tente, ou que o “destino” afaste você dela, você acaba reencontrando-a e fortalecendo os laços.
É intrigante como crescemos e nossos gostos mudam, como ficamos cada vez mais nariz em pé e indiferentes em certos aspectos. Mas o mais legal é que sempre nos lembramos das pequenas coisas que acontecem conosco em relação a essas pessoas que teimam e passar deixando marcas na nossa vida.
Tem pessoas que deixam marcas positivas, frutuosas. Por onde andam trazem raios de sol dourados, com aroma de flores do campo. Às suas pegadas crescem flores e relva.
Mas tem pessoas que passam deixando uma trilha de desgraça e dor na vida da outra.
Posso, de coração aberto, falar que tenho de ambos tipos de pessoas na minha vida. Graças ao bom Deus as pessoas que desgraçaram-me não tornaram a rodear-me. Mas as que abençoaram-me com grandes e belos frutos de graças tornam me encontrar e quando menos espero voltam e voltam, e voltam, e voltam...
(Fico editando e cortando trechos por não saber o que falar. Não por ser difícil encontrar coisas, mas é por que tem tanto a ser dito que não sei como dizer...)
Direto ao ponto descrevo-a da forma mais poética que posso.
Cabelos negros como a noite, um sorriso largo, quando quer. Na verdade prefiro o sorrisinho sem graça, aquele de constrangida. Um sorriso simpático ao rosto, sempre. Pronto, isso descreve-a bem.
Pele branca, não parda, não meio branca meio parda. Cor de burro quando foge, não meio amarelada, mas não os Simpsons, mas nem tão asiática também. Bem é caucasiana branca. Um branco abrasileirado.
Corpo com curvas sinuosas de dar inveja em qualquer garota. Isso não tem como negar.
Bem brasileira ela sabe chegar. Com uma mistura de culturas ela intelectualiza seu visual com roupas estilizando um Norte Americano com a América do Sul.
Livros são seu robe, tanto quanto filmes, séries e mais um monte de coisas. Bem conectada e também intelectual. Ressalto.
Olhos castanhos, profundos e fofoqueiros. Atentos para qualquer incidente e entregam-na na hora de qualquer sufoco que ela tente nos omitir. (OBS.: Quando estão brilhando por lágrimas são mais lindos ainda. Exceto quando estão chorando por alguém...).
Roqueirinha, gosta também de pop e de eletrônica, acho que também um pouco de funck e ... Bem eclética.
Acho que disse tudo... Não, não disse.
Sempre que penso que disse tudo lembro que ainda há milhões e milhões de coisas que ainda posso dizer dela. Imagine de cada amigo meu... O.O”
Bem, gostaria de poder escrever-lhe um conto, mas sabe como é meu tempo. Corrido como o seu!
Mas quero só ressaltar mais umas pequenas coisinhas...
Conheço Daniela desde antes de conhece-la de fato. Já achava uma menina intrigante e sempre tive interesse em conhece-la. Ela sabe disso. Por ventura fomos apresentados e descobri que ela gostava das mesmas bizarrices infantilóides que eu. Mas coisas aconteceram e nos distanciamos.
Nunca me esqueci das nossas conversas loucas à caminho do colégio.
Até que nos reencontramos no PVS. Juro ficar muito feliz de conseguir conversar novamente com ela. Principalmente com todo o contexto que houve. Primeiro pois eu sempre quis ter amizade com o trio maravilha (Lucas, Daniela e Larissa) e derrepente olha o que há.
Enfim, a história é longa porém gosto de recordá-la. Maithê, peço desculpas, pois nossa história não é menos inspiradora, mas a hora não é propícia.
Bem poderia eu falar de mil e uma pessoas. Mas decidi falar de Daniela por um simples motivo...
Feliz aniversário de dezoito invernos amiga! Que muitos mais venham e quero que lembre sempre... Não importa o quanto o inverno seja doloroso e frio. Mas as roupas mais belas só podem ser usadas nele, os romances mais bonitos se passam nele e as flores mais belas nascem ao seu fim. E lembre-se também. Depois do inverno frio vem a primavera em sua majestosa carroagem de flores, cores e perfumes para nos visitar com o aniversário de um amigo nosso em comum... E logo chega o verão, escaldante, às vezes castiga e o mais legal de tudo isso... Meu aniversário! :D
Beijão gata, meu parabéns, sempre rezo por você e torço muito pelo seu sucesso!

domingo, 25 de agosto de 2013

Hoje!

Quero escrever algo, mas honestamente não sei o que é. Se quer consigo expressar os sentimentos que suprem o sono que teima em não aparecer.
Sei que posso conquistá-lo ao deitar-me em minha cama e cobrir-me, confortavelmente, com meu grande e acolchoado edredom verde lagarta.
Honestamente gostaria de expor emoções reprimidas de meu coração apaixonado. Mas não consigo exprimi-las.
Gostaria de publicar um conto, mas não consigo tece-lo.
Na verdade até tenho um conto escrito, no caderno. Um conto que antecede a história base do livro que encerrei hoje, escrevendo os agradecimentos. Modéstia parte o livro está muito bom, o conto acompanha sua qualidade.
Adorei escrever ambos.
Gostaria de falar coisas polêmicas, mas não consigo.
Há algo em meu coração à ser dito. À ser gritado. Mas não posso, se quer consigo escrever ou falar.
A língua trava, o coração aperta. Nós atam-se à garganta e sufocam-me com palavras e confissões que nunca são ditas e/ou feitas.
O medo se apodera e rebaixa minha coragem que sempre foi selvagem e indomada.
O menino Felipe reaparece, ressurge das cinzas de uma adolescência conturbada e de uma entrada na vida adulta sofrida.
Meus amores fogem de mim e ferem meu miocárdio. Minhas paixões só imprimem-me dor e sofrimento.
Sonhos vem à me defrontar e machucar, mas ergo a cabeça a e sigo em frente, como se não estivesse sangrando ou sofrendo. As vezes choro, choro mesmo, escondido, no silêncio da música alta aos fones de ouvido, descendo a serra velha de Petrópolis, em ônibus precários e com luzes apagadas.
O cansaço de um dia trabalhado com ardor, amor e fervor nunca foi tão dilacerante quanto atualmente.
 Olhar aos olhos castanho escuro de quem você ama e omitir confissões de amor nunca foi tão difícil quanto atualmente.
Olhar para amigos e abaixar a cabeça nunca foi tão difícil quanto hoje. Excepcionalmente hoje, dolorosamente hoje!

domingo, 11 de agosto de 2013

Texto insone e madrugoso

É intrigante pensar em destino, vingança, amor e vida.
É intrigante pensar em coisas abstratas e universais como O Homem, ou O Amor, A Verdade e A Mulher.
É, ao meu ver, problemático. Mas se não for assim, como será?
Enfim, não vim, quase uma hora da manhã, para digitar coisas "semiboçais". Na verdade não sei bem o porque vim. Acho que vim por que disse que viria.
O sono toma conta de mim e por alguns instantes de estase a visão embola e atordoa-me.
Luto e reluto para escrever algo que sequer sei que irei escrever.
Verdade seja dita, tenho dois textos para escrever. Um sobre o início, ou o que aconteceu antes do conto "Angústia torrencial" e um belo conto sobre um amor proibido e problemático. Um romance e um drama. Como sempre gostei de escrever.
Mas já não sei, muito bem, quem sou, para onde vou, o que quero fazer e o que devo fazer. Coisas distintas, com significados semelhantes e uma essência tão penetrante e contundente quanto a própria vida ou o amor.
Estou tentando escrever, também um livro. Concretizar um sonho e dar um passo primeiro para uma carreira. Uma carreira que sonho, acredito, que pode me abrir e fechar muitas portas e, principalmente, uma carreira que pode destruir minha vida ou ajudar a fazê-la florescer como uma flor de lotus que germina na lama e sobe até a superfície da água e não entra em contato com as impurezas mantendo-se linda, bela e pura. Como assim foi criada se mantém para a apreciação de todos.
Um dom, um presente, uma criação do próprio Deus, perfeita e intocada.
As vezes me escondo tanto (E quem aqui diz é o ser humano, homem, Felipe) de mim mesmo e dos outros, as vezes crio tantas máscaras que me esqueço do quão sou belo e até mesmo de como é realmente minha face.
Preciso de ajuda, não de um médico ou de algum graduado. Preciso de ajuda para conseguir dar esse passo à minha carreira. Sei que é isso que preciso e assim findo este texto insone e "madrugoso", que tece-se embalado ao som de The one that got away acustico.
Entrego, aqui um segredo. Um dos mais cálidos e puros segredos meus. Nasci assim e assim me mantive.
"Eu sou amor, puro, pleno e perfeito amor. Escondido numa casca que eu mesmo crio e recrio. Amo, sou amado e amo amado ser."
Dores haverão, eu sei. Hão de haver tantas quanto já houveram na minha história. Mas isso não é para desanimas e sim para dar mais gosto em preparação à vitória, a conquista.
E assim encerro, de ver e de verdade, dizendo que temer é normal e natural, mas as vezes devemos tomar certas decisões e atitudes contra nossa natureza, ou enfrentando nossa natureza para conseguirmos alcançar nossos ideais e objetivos.
É duro, é forte, é besta , mas é real!
Boa noite/Madrugada e sonhem com os anjos que oram por ti a todo instante!
Felipe Dick (FD)

Casal/Almas Gêmeas Part. I



Há um casal, um belo casal da grande São Paulo. O homem perfeito para a mulher perfeita. Em exatidão extrema, almas gêmeas.
Eles fazem tudo juntos, riem, choram, brincam e se amam.
Ele adora a forma que ela sorri com vergonha e coloca o longo cabelo loiro atrás da orelha. E ela ama quando ele a abraça com força e lhe faz sentir protegida.
Eles são um, em brigas, em reconciliações, na alma. Não vê um casal e sim uma só pessoa.
Lucia e Adamastor se misturam ao espelho. Os olhos negros, o cabelo loiro com o castanho, o sorriso torto, a altura distinta. Até as mãos se fundem em um só órgão que pulsa a vital magia e bombeia o pleno, terno, amor dessas pobres criaturas.
Adamastor, em um dia de semana, a noite, se vestiu com sua melhor roupa, se perfumou com o mais caro balsamo e se preparou com belas flores do campo, as preferidas de Lucia, adornadas em um belo buquê e em uma caixinha pequena e encantadora ele guardou seu coração, seus medos, seus amores, paixões, angústias e temores, seus sentimentos mais profundos em uma aliança de ouro branco e diamantes. Algo muito caro para seu orçamento, mas algo que ele juntou o dinheiro por quase os dez anos de namoro para comprar. Afinal, não é apenas um anel, não é para uma pessoa qualquer, é uma joia única, feita a mão e é para a mulher da sua vida.
Um nervosismo descomunal toma conta de seu corpo atlético. Um nervosismo que não existiu nem, quando se conheceram, nem no primeiro beijo, muito menos na primeira vez juntos.
Ela abre a porta segundos depois dele tocar a campainha.
- Oi, meu amor. Tudo bem? – Beija-o sem reparar em todo seu adorno. – Entra, estou com as meninas estu... – Ela puxa-o pelo pulso, mas ele a segura do lado de fora fazendo-a parar e repara-lo. – O que houve para tamanha “gala”? – Brinca. Ele se ajoelha e entrega-lhe o buquê.
As meninas descem as escadas e ficam paradas ao meio do caminho vendo-os.
Ele pega a caixinha, trêmulo, e começa proferir palavras de um sentimento transcendental que se quer sabia que existia.
- Adam para com isso, você sabe que eu não gosto desse tipo de brincadeira. – Sem dar importância ao que sua amada disse ele pede seu silêncio e ao abrir a caixinha de veludo negro, um clichê romântico, ele pede-a em casamento.
Gélida com a situação ela não o responde. O murmurim das meninas, eufóricas, começa. Uma lágrima escorre-lhe ao rosto duro como mármore.
- E então... – Seus olhos suplicam em esperança e cintilam como as estrelas ao céu negro que os cobrem. Ela enxuga a lágrima e tenta levantá-lo fechando a caixinha. Tenta desconversar e as meninas silenciam-se. Ele se mantem firme ao chão, ajoelhado e confusamente apaixonado. (Maldito Piegas) – O que foi Lucia. Qual é sua resposta???
As lágrimas começam a escorrerem-lhe e ela tenta as conter, mas não consegue.
- Me desculpe... – Isso é o suficiente para que Adam levantar, funebremente desapontado, largando as flores ao chão. – Espera Adam, vem cá. Vamos...
- Basta, é o suficiente. – Vira-se gritando fazendo-a parar na rua já que o seguia.
Ambos choram  e olham-se de uma distancia de dez passos, mas é o mesmo que uma infinidade de dúvidas, medos, angústias e negações.
Finalmente ele dá-lhe as costas novamente e segue seu caminho na escuridão da noite. As meninas ficam paradas à janela observando o drama boquiabertas e esperam algum sinal de vida de Lucia para irem ao seu encontro. De pé, estirada, imóvel, chorando no silêncio dos seus sentimentos conturbados, sob as estrelas, dentro da tênue noite quente.
Ela entra, novamente em casa e sem emitir nenhum som vai para o quarto, senta-se a cama e reflete estatelada. As meninas se olham e sobem para conversar com ela.
- O que você fez? Você não podia! Por que fez aquilo? Não o ama mais? Tem outro na parada? – Milhões de perguntas bombardeiam-na inerte e tudo o que ela consegue responder chorando e com os olhos vazios é  “ainda não; Eu ainda não estou pronta...!”.
Adamastor volta para casa revoltado, quebrando presentes, joga a roupa para o lado, quebra, bagunça e suja tudo, mas nada lhe responde suas indagações.

Casal/Almas Gêmeas Part. II - Final

Ela entra, novamente em casa e sem emitir nenhum som vai para o quarto, senta-se a cama e reflete estatelada. As meninas se olham e sobem para conversar com ela.
- O que você fez? Você não podia! Por que fez aquilo? Não o ama mais? Tem outro na parada? – Milhões de perguntas bombardeiam-na inerte e tudo o que ela consegue responder chorando e com os olhos vazios é  “ainda não; Eu ainda não estou pronta...!”.
Adamastor volta para casa revoltado, quebrando presentes, joga a roupa para o lado, quebra, bagunça e suja tudo, mas nada lhe responde suas indagações.
Ele encara o grande quadro à sala de estar de seu apartamento, pintado por ele mesmo, são os dois, nus, se beijando numa nuvem de púrpura e amor.
- Por que Lucy? Só quero saber isso, o maldito Por Que! – Suas lágrimas embaçam sua visão e destroem seu ser. Pega no sono aos escombros de sua revolta.
A hora já é avançada e a noite, já solitária, pesa sobre os ombros de Lucia que ainda acordada deixa ecoar uma pergunta, abafada, de uma de suas amigas. “Não era o que queria? Não era o seu sonho?”.
É visível a confusão dela. Pobre menina, pobre alma.
Os primeiros raios de sol entram na janela e acordam Adamastor para o trabalho. Os mesmos alertam Lucia para fazer a ligação ao seu amado.
Ele vai, fúnebre e numa seriedade fria, para o chuveiro. Ela manda mensagens de desculpas e pedindo para que ele ligue assim que acordar. Mas mesmo podendo ligar ele a ignora.
As horas passam, suas amigas voltam ao seu quarto e questionam-na se já ligou para ele e cedendo a pressão ela o faz.
Ele está na rua a caminho da empresa onde trabalha ouvindo músicas tristes no fone de ouvido e se preparando para mais um dia de vida.
Lucia liga e ele rejeita, duas vezes. Na terceira ele atende com um “Oi” irritado e suave, sutil como uma espada cujo fio finda a vida de um infeliz qualquer no escuro, sombrio e silencioso da noite.
Adam está atravessando a rua e antes de Lucia se desculpar um carro que canta pneus atropela-o na Paulista. O celular, a pasta, papeis, o corpo, tudo voa pelos ares e quando ele, já sem vida, encontra-se com o chão a caixinha da aliança sai de sua pasta. Seu celular se espatifa desligando a ligação e deixando Lucia culpada e sem saber de nada.
Depois de horas de aflição chega a resposta que tanto era esperada por ela. “O que houve?” Ela se perguntava.
O telejornal responde, “Um rapaz de 25 anos, morreu atropelado na Avenida Paulista pelas 08:15 da manhã e o motorista, que ainda esta foragido, não prestou socorro. A policia procura o culpado pelo crime. O homem foi identificado como Adamastor Cardoso, um artista plástico em início de carreira e uma carreira que estava crescendo absurdamente pelo seu talento.”.
Um nó dá-se a sua garganta e seu coração aperta-se procurando refúgio, seu rosto se banha por uma fatalidade que, sabe-se Deus se, poderia ter sido evitada.
As lágrimas de seu luto destroem a mulher que um dia foi e faz com que ela me abrace. Eu, por minha vez, abraço-a com meus tentáculos pegajosos e acolho sua decisão levando-a até o fio de sua vida, onde ela mesma, com uma tesoura de ouro branco e diamantes corta e finda-se.

O veneno que tu me deste



Com os pés descalços vou caminhando a rua, pela penumbra que os postes fracos deixam. Os paralelepípedos calcam meus pés, às vezes os ferem. Mas isso já não me importa mais.
Meu coração está apertado em um nó à garganta, sinto como se a parte direita do meu corpo não existisse.
Como é estranho ver o céu estrelado e com a lua brilhante me iluminando, porém mesmo assim chove, molhando-me e dissolvendo-me em mágoas, dor e tristeza.
Já não sei se choro ou se não sinto nada. Tudo que consigo sentir é meu rosto é o formigamento de emoções intensas que se fundiram com as gotas de chuva que lavam meu ser ferido pela sua falta.
Sinto em minha mão direita o toque ainda vívido da sua, mas sei que não posso senti-lo de verdade.
- Como poderia se você me matou dentro de si e em mim... –
Meus olhos castanho escuro, que por tantas vezes fitaram os seus com docilidade e carinho, agora são sem vida e vagam a procura de algo que não sabem o que é e que nunca acharam.
Meus pés sangram o caminhar sem destino e trilham ruas tortuosas, tenebrosas e frias a procura do seu corpo quente colado no meu.
Meu sorriso fugiu com todos os sentimentos bons que foram roubados como aquele beijo que me roubastes, aquela noite chuvosa, no escuro, num canto, rindo e brincando, molhados como um casal de cinema.
Como nos amamos, foi intenso, foi vertiginoso, foi doloroso.
Cada briga, cada separação, cada tapa, cada reconciliação. Foi intenso o suficiente para que eu acabasse com minha vida quando disse não me amar mais.
Como uma vez disse a você, “Se não podes me amar, ninguém pode!”. E assim foi feito, se não podes me amar, ninguém pode.
Na escuridão da noite bebi meu legado, bebi meu amor, meu ódio. Findei minha dor com amargura, rancor e veemência.
Dei-te meu coração e tu pisaste. Dei-te minha vida e tu diluíste-a em pó.
Na escuridão da noite, em nossa casa, onde era nossa casa. Na sala de estar eu bebi o elixir da minha morte e deixei-me apaixonar pelo belo anjo negro que veio me buscar amaldiçoando-me a vagar por dentre os mundos até o dia em que eu reencontre com meu eterno amor vivo e assassino sem mancha de sangue nas mãos.
Logo vi meu corpo estirado ao assoalho, já sem vida. Já pálido você chega com uma amiga à porta, uma suposta amiga...
Seus olhos são de pavor e de sentimentos fúnebres sobre o cadáver que tu mesmo fizeste.
Você se joga sobre meu corpo e consigo sentir seu calor por mais uma vez. Limpa minha boca suja de veneno e vômito. Me faz juras de amor. Mas agora é tarde.
Ela liga para a emergência que se apressa e logo chega friamente à cena, vendo você segurando minha mão com força e prostrando suas dores sobre um corpo gélido e já sem vida.
Você se despede deitando sobre meus lábios carnudos, frios e sujos, pela morte, o último beijo. O beijo que esperei aquela noite que você disse não me amar mais. Aquela noite que te esperei para jantar, aquela noite que esperei que você dissesse um “Eu te amo” e me abraçasse sem medo.
O pronto atendimento me leva e você fica na solidão, com sua amiga.
Inconsolável não sabe o que fazer. E eu, permaneço ao seu lado, mesmo não podendo ter-te, mantenho minha jura de permanecer contigo para sempre!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Antíteses da vida

Dilema, daria um bom texto. Uma antítese cruel.
A falta de tempo corrói qualquer homem, meninos, meninas, mocinhos e bandidos. Todo homem sai ferido com a falta de tempo.
Graças ao Bendito Deus estou trabalhando e estudando. Conforme queria e pedia.
Trabalhando em um lugar legal e estudando, provisoriamente em uma boa universidade.
Não tenho tempo para usufruir do pouco dinheiro suado que ganho. Mas se tenho tempo não tenho dinheiro.
É necessário fazer certas opções na vida, quem namorar, a hora de pedir em namoro, certos ambientes, amizades, respostas, trabalhos, estudos... tudo! Porém, em contra partida, todo sim que damos para algo é um não para outro algo, e assim vice-versa.
Estou trabalhando e estudando e sem tempo para se quer pensar. Se quero cortar o cabelo tenho que escolher um dia que não estudo, acordar mais cedo e chegar mais cedo em Petrópolis para cortar lá, pois os barbeiros de Stº. Aleixo (Magé) não funcionam nos horários que estou disponível aqui.
Se quero sair fico acabado e não consigo produzir direito no dia seguinte.
A vida é dura e cruel, mas mesmo parecendo, ainda um pouco inocente ou infantil, eu acredito na beleza, no amor e na verdade.
Creio, ainda, que a vida é um mar de rosas com todos os espinhos. Quem se banha nesse mar sai muito perfumado e tem uma visão linda das belas flores, mas em contra ponto sai muito ferido, fatigado e cansado. Sai desgastado e muitas vezes desgostoso.
É preferivel então viver querendo saber como é banhar-se no mar da vida ou sair dela lindo e cheiroso, mas ferido e desgostoso?
Pode parecer bobo, mas é até uma pergunta filosófica. E creio que quem sabe responde-la sem medo pode se considerar um grande pensador!
Um bom dia a todos e peço desculpas pela falta de tempo. Creio que esse pequeno texto explica um pouco...
Um forte abraço e Beijinhos em todas essas carinhas rosadas! ;*

Felipe Dick

PS.: Ame, mesmo que doa. Vale a pena. Sempre vale a pena sofrer por algo que é maior que nós mesmos!