sábado, 19 de janeiro de 2013

Pesadelo futurista Part. II- Final



Vejo grandes janelas e por uma sei que consigo escapar desse pesadelo insano. Escalo uma pilha de cartas para papai Noel e alcanço a janela. Saindo do forte, vejo uns destroços de prédios, corro e me escondo atrás de uma parede ainda de pé, como se isso fosse impedir alguém, desse tempo, de fazer algo contra mim.
Paro e respiro fundo fechado os olhos, quando de repente sou surpreendido por um homem com roupa futurista, algo que notoriamente parecia ser feito com um tipo de acrílico, uma armadura ou um exoesqueleto, algo com as cores laranja e preto. O capacete encolhe dobrando e revelando-me sua dona que o tira mostrando-me sua feminilidade.
- Sou Cíntia, sou uma das soldadas da Resistência, fui eu quem te chamei e fico muito feliz de não ter acreditado em tudo que esses lunáticos te disseram. Bem isso fica implícito pelo fato de você ter tentado fugir. – Ela parece bem mais extrovertida e simpática que as duas mulheres que conheci do Forte.
- As cores da resistência são...
- Acho que você tem perguntas muito mais pertinentes a fazer do que sobre as cores do meu traje não é? – Ela me interrompe rindo.
- Com certeza... – E assim ingressamos em uma conversa que norteia a nova política e várias coisas sobre esse novo mundo. Ela me descreve a resistência como um “outro planeta”, algo parecido com uma Terra mais futurista, do que um planeta fantasma. Ela me explica que os grupos que ainda vivem, todos tem uma cúpula protetora e que a do forte é uma das melhores, os meios são arcaicos e duvidosos, mas eficazes, a cúpula  da resistência também é boa e nada sutil.
De repente, um estrondo de uma parede próxima a nós, explodindo, nos desfoca e desnorteia. Ela saca um cilindro preto eu logo vejo que a culpada pela explosão é uma mulher do forte, eu não a conheço, ela também segura um cilindro preto e de dentro dele sai uma corrente de energia de coloração alaranjada, na ponta tem uma clava com espinhos. A estranha mulher meche na base do cilindro e de sua ponta a corrente se transforma em um chicote elétrico laranja, com uns raiozinhos azulados e brancos o envolvendo. Ela mira e lança sobre mim aquele chicote laçando meu tornozelo esquerdo e apertando um botão e puxando-me ela avança sobre mim uma forte corrente elétrica que me paralisa os movimentos bruscos, fazendo-me contorcer vagarosamente com dores correndo pelo meu corpo inteiro que me faz precipitar ao chão. Vejo Cíntia tenta lutar por mim, mas desesperada ela tem que fugir por que aparecem mais soldados do forte. Esperneio por ela como uma criança suplicando pela mãe.
Acordo novamente no quarto 27. Saio e volto direto a sala de jantar. Estou confuso e com medo. Lili insiste para que eu coma e após muita insistência janto com eles.
As pessoas aqui são estranhas e agem como robôs. Cíntia explicou-me que muitos são cirados em laboratórios especialmente para a batalha e outros, desobedientes, tem a personalidade alterada para serem mais fortes, insensíveis e obedientes. Temo meu futuro aqui.
- Quero tomar um banho. – Sussurro a Lili. A mesma começa a falar com a estranha mulher em códigos.
- Lili, não quero voltar para aquele quarto, tenho medo de lá. Posso até dormir aqui num colchão, mas pra lá não volto.
- Verônica, aonde ele vai se lavar? – A mesma não responde e assim só encara-a.
- Ele está com medo de dormir, imagine se lavar, nu, na penumbra. Verônica... – Verônica encara-a como quem arquiteta um plano brilhante, suspira e responde a rebeldia da irmã.
- Tudo bem, ele banhar-se-á á minha suíte.
Saio do recinto e sou guiado por um asiático sem expressão. Ao entrar no quarto sinto-me familiarizado com o local, mas sinto que tenho que fugir. Tranco-me no banheiro e tiro minha roupa na penumbra. Abro o chuveiro e com custo a água esquenta, enchendo a banheira.
O medo, o pânico, o frenesi de escapar e o fato deu estar preso em uma realidade completamente estranha para mim, me enlouquece. Será que foi isso que deixou muitos deles assim?
Meu sangue ferve, meu corpo estremece e energizado clama fuga. Mas as questões são:
Como?
Por onde?
Quem são os mocinhos e os vilões?
... E o mais importante...
O que fazer agora, nu no banheiro e esperando o futuro me abraçar...
?

Nenhum comentário:

Postar um comentário