domingo, 6 de janeiro de 2013

Sonho: Os sequestradores... Part. II


Chegando ao nosso destino já avistamos Yago e Evelin e sem que troquemos uma palavra vamos ao nosso destino. Evelin está com uma boina amarela com pequenos Mickeys pretos, com um vestido amarelo de alcinhas finas e a câmera preta fazendo destaque na roupa altamente amarela e com aqueles pequenos camundongos pretos. Yago está vestindo uma calça jeans clara com suspensórios pretos e uma camiseta alaranjada surrada que realça a cor ruiva de seu cabelo bagunçado. Isis está com um vestido de alcinha cor de lavanda com umas flores estampadas e eu estou de jeans escuro, tênis preto e camiseta azul marinho segurando uma pasta preta com uns papeis.

Chegando no galpão não consigo evitar ficar um pouco tonto com tamanha cor de areia, aquela cor confunde um pouco minha visão e percepção, só consigo perceber que no fim do galpão tem duas janelas bem claras com algumas paredes amarelas cor de laranja, vejo em uma parede um papel de propaganda que nele há a foto de quatro pessoas e uns dizeres, mas não sei o que é. Logo chegam os “bandidos”, Uma mulher branca com cabelo Chanel, olhos azul claro e um batom rosa rubi com um sorriso falso sobre a face branca, com ela tem um homem forte, branco com uma camiseta clara, não consigo distinguir a cor, ele é bem forte e com cara de mau apesar de estar rindo e brincando com o outro rapaz, esse homem forte é loiro e o outro é moreno e menos forte que ele, com uma calça preta e uma camisa social azul marinho aberta mostrando seu peito definido.  É estranho ver como eles têm o corpo grande e membros esguios, o homem moreno e a mulher, o outro é um brutamonte.
Assino uns papéis com ela e logo começamos a obra no lugar onde “supostamente” vai ser uma loja de jogos, eles estão interagindo muito bem conosco e nós com ele. A cada dia parece que estamos adensando uma amizade, mas sabemos bem quem eles são e quem nós somos. A cada noite que voltamos para casa com as mesmas caras de quem está a um passo da verdade e um quilometro da segurança, nos renovamos nossas memórias que qual é o nosso objetivo de verdade, sem que nossos familiares saibam. Eles ainda esperam respostas dos policiais sobre as crianças, mas até os “tiras” devem estar comprados.
Finalmente chegamos ao fim das obras, o local está com cores alegres e bem vivas, mas ainda tenho a impressão de muita cor de areia, deve ser o lugar do galpão. Eles nos convidam para irmos a casa deles para brindarmos aos negócios, mas Isis recusa, pois está ficando tarde. A voz de insistência da mulher esguia é irritante e fina e o quanto mais recusamos ela insiste.
- NÃO VAMOS, OBRIGADO PELO CONVITE! – Corto a discussão com uma voz forte e decisiva. Nos viramos e quando começamos a andar em direção ao ponto de ônibus aparecem homens e nos pegam com força impedindo-nos de partir.
- Mas a nossa “Transação” não acabou por aqui, né? – A mulher esguia ironiza. Nos debatemos e tentamos escapar, mas eles são fortes de mais, eu fui pego pelo homem grande e forte, Isis como é menor e mais fraca foi pega pelo homem esguio, Yago e minha irmã foram pegos por outros homens que trabalharam conosco. Eles amarram nossas mãos e pés e nos jogaram no banco de traz de um carro preto.
- Vocês acharam mesmo que eu não sabia dos irmãozinhos de vocês, que esse era o objetivo verdadeiro de vocês? Tolinhos, vocês batizaram o lugar com o nome deles. – ela nos ridiculariza. Os demais homens estão rindo de nós, mas não trocam nenhuma palavra. Estamos em pânico e não conseguimos pensar em nada além de nos olhar.

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