Chegando ao nosso destino já avistamos Yago e Evelin e sem
que troquemos uma palavra vamos ao nosso destino. Evelin está com uma boina
amarela com pequenos Mickeys pretos, com um vestido amarelo de alcinhas finas e
a câmera preta fazendo destaque na roupa altamente amarela e com aqueles
pequenos camundongos pretos. Yago está vestindo uma calça jeans clara com
suspensórios pretos e uma camiseta alaranjada surrada que realça a cor ruiva de
seu cabelo bagunçado. Isis está com um vestido de alcinha cor de lavanda com
umas flores estampadas e eu estou de jeans escuro, tênis preto e camiseta azul
marinho segurando uma pasta preta com uns papeis.Chegando no galpão não consigo evitar ficar um pouco tonto com tamanha cor de areia, aquela cor confunde um pouco minha visão e percepção, só consigo perceber que no fim do galpão tem duas janelas bem claras com algumas paredes amarelas cor de laranja, vejo em uma parede um papel de propaganda que nele há a foto de quatro pessoas e uns dizeres, mas não sei o que é. Logo chegam os “bandidos”, Uma mulher branca com cabelo Chanel, olhos azul claro e um batom rosa rubi com um sorriso falso sobre a face branca, com ela tem um homem forte, branco com uma camiseta clara, não consigo distinguir a cor, ele é bem forte e com cara de mau apesar de estar rindo e brincando com o outro rapaz, esse homem forte é loiro e o outro é moreno e menos forte que ele, com uma calça preta e uma camisa social azul marinho aberta mostrando seu peito definido. É estranho ver como eles têm o corpo grande e membros esguios, o homem moreno e a mulher, o outro é um brutamonte.
Finalmente chegamos ao fim das obras, o local está com cores
alegres e bem vivas, mas ainda tenho a impressão de muita cor de areia, deve
ser o lugar do galpão. Eles nos convidam para irmos a casa deles para
brindarmos aos negócios, mas Isis recusa, pois está ficando tarde. A voz de
insistência da mulher esguia é irritante e fina e o quanto mais recusamos ela
insiste.
- NÃO VAMOS, OBRIGADO PELO CONVITE! – Corto a discussão com
uma voz forte e decisiva. Nos viramos e quando começamos a andar em direção ao
ponto de ônibus aparecem homens e nos pegam com força impedindo-nos de partir.
- Mas a nossa “Transação” não acabou por aqui, né? – A
mulher esguia ironiza. Nos debatemos e tentamos escapar, mas eles são fortes de
mais, eu fui pego pelo homem grande e forte, Isis como é menor e mais fraca foi
pega pelo homem esguio, Yago e minha irmã foram pegos por outros homens que
trabalharam conosco. Eles amarram nossas mãos e pés e nos jogaram no banco de
traz de um carro preto.
- Vocês acharam mesmo que eu não sabia dos irmãozinhos de
vocês, que esse era o objetivo verdadeiro de vocês? Tolinhos, vocês batizaram o
lugar com o nome deles. – ela nos ridiculariza. Os demais homens estão rindo de
nós, mas não trocam nenhuma palavra. Estamos em pânico e não conseguimos pensar
em nada além de nos olhar.
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