Acordo no nosso apartamento, na nossa cama, coberto pelo
nosso lençol de seda preferido. Acordo sorrindo e me espreguiço de vagar. Ela
já está toda enérgica e alegre, me acorda com um beijo e a primeira visão que
tenho nessa manhã são seus olhos sorrindo para mim.
- Acorda amor hoje é nosso dia, se não vamos nos atrasar. –
Estamos tão felizes que nada tira esse sorriso bobo dos nossos rostos.
- Mas sendo nosso dia não podemos nos atrasar só um
pouquinho? – Brinco com ela me espreguiçando.
- Você sabe o que o papai vai achar disso. – Olhando-me pelo
espelho da penteadeira. – E você sabe muito bem o que os convidados vão pensar.
– Ela desfila até meu encontro segurando o vestido branco e sorrindo com
lascívia. Sobe á cama engatinhado e fica com o rosto sobre o meu olhando-me
sensualmente. – Mesmo eu querendo passar o resto do dia aqui com você.
Pego-a, dou uma rasteira e fico por cima dela fazendo-a
deitar sob mim á cama.
- E se eu não deixar você ir. – Ficamos brincando como dois
recém namorados.
- Aé? Então eu grito pedindo socorro. – Deito-me ao seu lado
e meu sorriso vai desaparecendo devagar. – O que foi? Não é isso que você quer?
- Não, não é isso. É que eu esperei por isso tanto que não
tenho mais reação.
- Então vamos inverter a situação. – Ela sobe sobre meu
corpo estirado á cama bagunçada. – Deixe-me conduzir você nessa dança. – Sorrio
e levanto meu corpo até beijá-la. – Não, para! – Se distancia rindo. – Você vai
borrar minha maquiagem.
- Mas maquiagem não foi feita pra isso? – Rio. Ela volta à
penteadeira e termina de se arrumar.
- Engraçadinho, vai se arrumar.
Vou ao banheiro, banho-me e ainda nu vou ao closet e visto o
terno que Larissa escolheu para mim. Estou me vestindo e ouço-a assoviar “fiu,
fiu” para mim. Rio e continuo me vestindo. Termino de me arrumar e saio do
closet abotoando a manga da camisa.
Ela vem e ajeita minha roupa sem sequer emitir um som,
simplesmente sorri com todo o corpo e ama-me com o olhar. Ao ajeitar meu cabelo
seu sorriso vai se fechando devagar e finalmente ela fica séria. Ela olha nos meus
olhos com um sentimento que desconheço e eu afago seu rosto com minha mão
direita. Ela me abraça derramando algumas lágrimas.
- Estou com medo. – Fala sem tirar o rosto do meu ombro.
Abraço-a forte e beijo seu pescoço. Afago suas costas.
- Calma. Eu estou aqui. – Puxo-a para minha frente e envolvo
seu rosto com ambas as mãos e enxugo suas lágrimas. – Não precisa ter medo de
nada, Eu estou aqui. E não sairei do seu lado em momento algum.
- Eu sei. – Ela esforça-se para esboçar um sorriso honesto,
mas acaba forçando um o que já é o bastante.

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