domingo, 5 de janeiro de 2014

Surpresa da internet - Pat. II



Outro dia amanhece e sigo minha rotina até em casa, hoje com um pouco mais de alívio ao coração. Passo o dia inteiro pensando em Sarah, a nova menina que entrou na minha vida pela internet. Pode ser apenas uma amizade inocente, mas já é algo, ou melhor, alguém.
Sinto cada engrenagem do tempo rodar, vejo-as empoeiradas e com suas teias de aranha girando e fazendo outras girarem e fazerem passar o tempo cada vez mais rápido para quem não quer correr com ele. Saindo da faculdade passo os olhos novamente, mas não vejo-a em lugar nenhum.
Seguindo minha rotina leio, faço algumas tarefas em casa e logo vou para o computador que tem algumas atualizações. Duas dela, cujo me marcou em um vídeo de uma banda que gosto e em uma foto que ela comentou dizendo que lembrou de mim. Logo ela puxou conversa novamente com o mesmo ar alegre de ontem e fomos conversando sobre mais um monte de coisas.
E os dias foram se passando e nossas conversas ficaram cada vez mais frequentes, nas redes sociais, no celular, por sms’s, mas sempre conversávamos. O estranho era que nunca conseguíamos nos encontrar, mas também nunca havíamos marcado nada ou tínhamos tentado nos encontrar para conversar. A cada dia mais nossa amizade crescia, eu conhecia mais ela e ela me conhecia, eu sabia de suas dificuldades, seus medos e suas forças, de seus sonhos e de suas esperanças. Nossa amizade se tornava cada vez mais forte e reciproca.
Adentramos meses e começamos a nos encontrar com o tempo e conversávamos entre uma aula e outra, almoçamos juntos e nos tornamos grandes amigos. Mas algo aconteceu comigo, algo que nunca aconteceu antes. Nunca havia me sentido assim por uma amiga. Tenho várias amigas mulheres, lindas por sinal. Algumas já até pediram para ficar comigo, mas nunca havia tido vontade, até conhecer Sarah. A cada dia que se passava e nos encontrávamos seus grandes olhos verdes me cativavam mais e mais, seu sorriso rosado, suas bochechas coradas, seu longo cabelo loiro e seu jeito espalhafatoso. Cada dia mais eu me perdia nela.
Um dia vi uma publicação dela dizendo que ela gostava de homens de carro, acho que era uma brincadeira, mas não podia perder a oportunidade, ainda mais por que seria legal mesmo eu ter um carro, eu tenho condições e minha família também pode usufruir, apesar de já ter um carro na garagem de casa, agora é hora de ter um meu. Eu posso comprar, eu trabalho para isso hora. E comprei e começamos ir para a faculdade juntos, de carro. Mas ainda não tinha tido coragem de dizer nada.

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