sábado, 27 de abril de 2013

Minha Pocahontas Part. IV - Final



Ao ver Ivana atingida, logo pego a primeira coisa que está ao alcance da mão e lanço sobre o rosto de Gregório que cai ao chão desnorteado precipitando a arma ao chão, também. Logo corro, pego a arma e tiro a vida do assassino da minha alma.
Largo a arma e lanço-me ao corpo, já quase sem vida, da minha amada. O sangue verte como água que nasce do fundo de um rio.
- Eu... Eu... Eu te... – Ela suspira tentando falar. Isso parte meu coração e não consigo conter minhas lágrimas.
- Meu amor, não gaste energia, vou chamar ajuda. – Você coloca a mão sobre minha boca e agarra minha camisa com força.
- Deixe-me descansar. – E sorri. Morro em lágrimas, mas não falo nada. – Venha me encontrar quando... – Tosse. – Quando estiver pronto e quando ele... – Suspiro intenso. - ... Vir. – Suspiros. – Ele vir te buscar. – Mais suspiros. – NÓS virmos te buscar. – Lanço-me, em meio lágrimas, em um beijo, o último beijo. – Eu te amo. – E o brilho de seus olhos se extingue deixando-me aqui, só. Nas trevas eu me parto em lágrimas, gritos de horror e em gemidos selo-me em seu cadáver.
Os bombeiros, policiais e paramédicos vem e retiram o corpo, interrogam-me e com o tempo sou dado como homem livre.
Um mês de cadeia até que foi comprovado que foi legítima defesa.
Ao fim do tribunal eu abracei a mãe de Ivana, dona Aracele, e ela beijou meu rosto dizendo: “Muito obrigado, meu filho. Obrigado por ter dado a minha filha o que ela sempre procurou. O seu amor.”. Em lágrimas eu derramei-me ao seu colo e logo me encontrei em casa sonhando com esses dias terríveis.
Levanto á madrugada, tomo dois dos comprimidos receitados pelo psiquiatra e vou até o banheiro. Lavo o rosto e recordo da noite em que beijei, pela primeira vez, Ivana. Estava chovendo e ela estava molhada. De repente acordo e fito meus olhos ao espelho. Meus olhos tinha uma coloração de mel, agora, meu olho direito, está com a íris manchada de avelã. Como os olhos de Ivana. E meu olho esquerdo
está completamente cinza, como os olhos da morte e os olhos de Gregório.
_ Meu Deus, o que eu fiz? O que houve de fato? _

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