Não sei muito bem o que estou fazendo. Não sei muito bem o
que estou procurando. Mas procuro.
Seus olhos são o mar mais profundo que mergulho e me perco,
em ti, em mim.
Não compreendo por que fico tão abobado, tão perdido, tão
(...) quando vejo que você está perto de mim. Não compreendo como você consegue
me deixar tão desconcertado só pela sua presença.
Gostaria de, por ao menos um segundo, nunca vê-lo. Como
gostaria de jamais tê-lo conhecido.
Dói-me não conseguir chegar perto de você propositalmente.
Dói-me não conseguir olhá-lo sem sentir, ao menos, trinta mil sentimentos
controversos. Dói-me querer te conhecer e não conseguir me aproximar.
Quero saber a suavidade e o sabor de seu beijo, mas não
consigo, se quer te abraçar.
Seus olhos são o mais profundo oceano cujo afundo, me sufoco
e me apaixono. Afogo-me e me embebedo de ti.
Seus lábios tem a tonalidade da mais suave e aveludada rosa
do campo cujo mel escorre e seduz os pobres e reles mortais.
Seu corpo juvenil, tênue imaturidade, sutil pureza, transcende
a natureza humana, avassala a alma dos homens. Sua perfeição fere nossos
corações, agonia nossa alma.
Seu sorriso torto cativa. Seu olhar feroz penetra e eleva.
Sua risada conforta. Seu amor constrói e destrói o infeliz atingido por seu
poder avassalador.
Suas mãos não me envolvem, seus beijos não me acariciam,
seus olhos não me queimam, seu calor não me beija.

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