domingo, 25 de agosto de 2013

Hoje!

Quero escrever algo, mas honestamente não sei o que é. Se quer consigo expressar os sentimentos que suprem o sono que teima em não aparecer.
Sei que posso conquistá-lo ao deitar-me em minha cama e cobrir-me, confortavelmente, com meu grande e acolchoado edredom verde lagarta.
Honestamente gostaria de expor emoções reprimidas de meu coração apaixonado. Mas não consigo exprimi-las.
Gostaria de publicar um conto, mas não consigo tece-lo.
Na verdade até tenho um conto escrito, no caderno. Um conto que antecede a história base do livro que encerrei hoje, escrevendo os agradecimentos. Modéstia parte o livro está muito bom, o conto acompanha sua qualidade.
Adorei escrever ambos.
Gostaria de falar coisas polêmicas, mas não consigo.
Há algo em meu coração à ser dito. À ser gritado. Mas não posso, se quer consigo escrever ou falar.
A língua trava, o coração aperta. Nós atam-se à garganta e sufocam-me com palavras e confissões que nunca são ditas e/ou feitas.
O medo se apodera e rebaixa minha coragem que sempre foi selvagem e indomada.
O menino Felipe reaparece, ressurge das cinzas de uma adolescência conturbada e de uma entrada na vida adulta sofrida.
Meus amores fogem de mim e ferem meu miocárdio. Minhas paixões só imprimem-me dor e sofrimento.
Sonhos vem à me defrontar e machucar, mas ergo a cabeça a e sigo em frente, como se não estivesse sangrando ou sofrendo. As vezes choro, choro mesmo, escondido, no silêncio da música alta aos fones de ouvido, descendo a serra velha de Petrópolis, em ônibus precários e com luzes apagadas.
O cansaço de um dia trabalhado com ardor, amor e fervor nunca foi tão dilacerante quanto atualmente.
 Olhar aos olhos castanho escuro de quem você ama e omitir confissões de amor nunca foi tão difícil quanto atualmente.
Olhar para amigos e abaixar a cabeça nunca foi tão difícil quanto hoje. Excepcionalmente hoje, dolorosamente hoje!

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