segunda-feira, 7 de abril de 2014

Once upon a dream

Os pensamentos giram e giram e rossoam e gritam.

Como posso dormir? Como posso comer? Como chorar?

Mal consigo respirar. Mau consigo manter-me de pé. Mas não consigo me desligar para deitar-me ao seu lado, em seus braços.

Não consigo voltar-me para seus abraços. Não consigo entregar-me novamente ao nosso amor onírico. Não consigo, simplesmente não consigo.

Preciso do seu calor, preciso de seu perfume, preciso do seu sorriso iluminado pelo sol, do seu olhar que acalenta, do seu beijo que aquece e consola.

Mas, sem saber o por que, fomos separados. Nossos sonhos, que se ligavam, foram desligados.

Nosso amor compartilhado no plano surreal sofreu com a construção de muralhas de pedra. Tão reais quanto nossa existência carnal. Tão reais quanto nosso amor que transcendia todos os mundos e universos.

Preciso de ti, preciso do seu perfume, preciso do seu beijo, preciso do seu calor...

Tonto, de pé, fito o nada e procuro o tudo. Procuro você.

Fiz-o de meu todo. Fiz-o de tesouro. Fiz-o de meu em segredo da minah consciência.

Meus pensamentos, loucos e selvagens, rodeiam-me como pássarosbrincalhões. Tento seguí-los, mas são rápidos, deixam-me tonto. Não consigo me prender a um pesnamento específico. Não consigo capturar esses pássaros. Também não consigo libertá-los. Muito menos focar-me em apenas um.

Tudo isso por que perdi meu chão, perdi meu ponto de equilíbrio, meu eixo, meu tudo. Perdi-me em você e agora perdi você. Perdi-me de mim.

Afundando num vazio sem fim tento me segurar nas lembranças que passam perto de mim, mas não são consistentes o suficiente para me manterem de pé.

Preciso de você, do seu apois, da sua força. Preciso do seu amor. Amor este que nunc ative além de um belo sonho!

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