Fico muito triste por não poder estar sempre com vocês. Se
pudesse carregava todos como chaveirinhos no passador da minha calça. Alguns
até tem tamanho para isso, mas não dá. (Brincadeirinha)
Fico feliz por ter vocês comigo. Apesar de não estarmos
próximos o tempo todo guardo um pedacinho de vocês dentro de mim, gravados à
minha alma. Cravados como espinhos. Ou melhor, como rosas.
Amigos de verdade são rosas com muitos espinhos, muitos
mesmo. Pois nos ferem, nos machucam, nos fazem chorar muitas vezes. Mas
principalmente não conseguimos deixa-los partir. Eles alegram nossa vida com
sua beleza, com seu perfume, com sua cor...
Amigos servem como lenço, como travesseiro, como massagista,
como muitas coisas. Só não servem para uma coisa... Para nos machucar de
verdade.
Amigos ferem, isso é um fato da natureza. Mas não é proposital,
muitas vezes é para nosso bem. Outras são sem querer. Mas sempre é para o nosso
crescimento.
Peço-lhes desculpas por não poder estar com vocês o tempo
inteiro, perdoe-me minha displicência. Perdoem-me também por não me lembrar de
todas as datas importantes, ou de não ligar com frequência. Mas saibam, saibam
mesmo, que guardo vocês, cada um, em um compartimento secreto, individual,
dentro do meu coração.
Sabe aquela história de que mãe ama todos os seus filhos
igual? Eu tenho isso com minhas irmãs, tenho mesmo. E tenho meus amigos como
irmãos e irmãs de outros pais. Um laço que não de dissolve por que não é na
carne. Um laço que não se distancia por que não é físico. Um laço de amor que
ultrapassa barreiras, que foge a fronteiras, que encontra-se na penumbra, sob a
luz, em todo lugar, todo o tempo, todo estar...
As rugas podem aparecer, a morte pode chegar. Minha família
pode ser enterrada, toda ela. Mas sei que, acima de tudo, esses amigos que
hoje, e sempre, alimento o amor estarão comigo enxugando minhas lágrimas e me
ajudando a me reerguer.
Muito obrigado a todos vocês. Amo-os demasiadamente...

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