sexta-feira, 2 de maio de 2014

Carta aos amigos

Amigos...
Fico muito triste por não poder estar sempre com vocês. Se pudesse carregava todos como chaveirinhos no passador da minha calça. Alguns até tem tamanho para isso, mas não dá. (Brincadeirinha)
Fico feliz por ter vocês comigo. Apesar de não estarmos próximos o tempo todo guardo um pedacinho de vocês dentro de mim, gravados à minha alma. Cravados como espinhos. Ou melhor, como rosas.
Amigos de verdade são rosas com muitos espinhos, muitos mesmo. Pois nos ferem, nos machucam, nos fazem chorar muitas vezes. Mas principalmente não conseguimos deixa-los partir. Eles alegram nossa vida com sua beleza, com seu perfume, com sua cor...
Amigos servem como lenço, como travesseiro, como massagista, como muitas coisas. Só não servem para uma coisa... Para nos machucar de verdade.
Amigos ferem, isso é um fato da natureza. Mas não é proposital, muitas vezes é para nosso bem. Outras são sem querer. Mas sempre é para o nosso crescimento.
Peço-lhes desculpas por não poder estar com vocês o tempo inteiro, perdoe-me minha displicência. Perdoem-me também por não me lembrar de todas as datas importantes, ou de não ligar com frequência. Mas saibam, saibam mesmo, que guardo vocês, cada um, em um compartimento secreto, individual, dentro do meu coração.
Sabe aquela história de que mãe ama todos os seus filhos igual? Eu tenho isso com minhas irmãs, tenho mesmo. E tenho meus amigos como irmãos e irmãs de outros pais. Um laço que não de dissolve por que não é na carne. Um laço que não se distancia por que não é físico. Um laço de amor que ultrapassa barreiras, que foge a fronteiras, que encontra-se na penumbra, sob a luz, em todo lugar, todo o tempo, todo estar...
As rugas podem aparecer, a morte pode chegar. Minha família pode ser enterrada, toda ela. Mas sei que, acima de tudo, esses amigos que hoje, e sempre, alimento o amor estarão comigo enxugando minhas lágrimas e me ajudando a me reerguer.

Muito obrigado a todos vocês. Amo-os demasiadamente...

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