Pensei em
escrever um comentário sob o texto de uma amiga, mas para que comentar se posso
escrever mais. Em seguida pensei em chama-la para conversar e expor o que
achei, mas de certa forma achei, da mesma forma, inválido. Então resolvi
escrever um texto, um texto resposta, talvez, comentando o que mais marcou no
texto dela.
Não é
algo de meu feitio fazer isso, então peço-lhe a total compreensão em uma
leitura caritativa. E desejo-lhe um bom deleite sobre o comentário do texto da
nossa saudosa Sabrina Gomes.
(Não me reterei na norma culta da
escrita de critica literária e sim me entregarei na minha forma particular de
escrita... ;p)
De início
me impressionei com o título “Um coração à moda antiga”, não é sempre que
encontramos um texto com esse título. Logo meus olhos brilharam com tal texto e
larguei tudo o que tinha para fazer para lê-lo.
Algo de
bem corriqueiro em seus textos, bem descritivo e tals. Gosto e sempre gostei de
seu jeito, de sua maneira de escrever. Acho, e sempre achei, impressionante a
forma que ela encontra de expressar com palavras simples e de fácil
entendimento o que é de tão complicado no coração e na mente sórdida do homem.
Ao
decorrer do texto me encontrei e me perdi em vários fragmentos. Não de forma
negativa, pelo contrário. Me perdi no sentido de que ao me sentir tão próximo
com a realidade descrita eu me perdi nos meus pensamentos, refletindo sobre o
que foi dito e descrito pela nossa pequena grande escritora.
“Às vezes
percebo que sou muito atenta, mas as vezes, sinto que isso é falta de paz.”
Achei
isso de tamanha profundidade. Será que então eu estou com tamanha falta de paz
que não consigo atentar-me a nada e atentando à algumas coisas vou
desligando-me do que importa. Isso me fez questionar o que é, de fato,
realmente importante.
Sei que
essa frase solta não está com seu total sentido e por isso peço desculpa.
Principalmente, pertencente ao contexto, ela é uma antítese com a frase que à
antecede. Mas é algo a se pensar.
Por tanto
sou atento e desatento da mesma forma. E agora que encontrei uma maior atenção
em mim e sinto desatentar-me de algumas coisas. Será que estou tomando a
decisão certa? Serás demais para se pensar...
“...eu
odeio estereótipos. Eu não me encaixo em nenhum.”
Eu
também, de uma forma totalmente singular, odeio estereótipos, mas será mesmo
que não nos encaixamos em nenhum, ou será que a nossa “raiva”, amenizando sua
expressão, seja tamanha por não sabermos em que “padrão” pertencemos já que
pertencemos a muitos.
Por muito
eu me encontrei em muitos meios e muitos estereótipos, mas nenhum me definia
por completo e vejo o quanto isso é bom, pois enquanto homem estamos em
perpétua metamorfose e sempre insatisfeitos com tudo, principalmente conosco
mesmo. Hoje, ao menos, vejo o quanto isso é benéfico para nós e é belo. Mas não
quero me reter nisso, pois isso rende é letras, palavras e tempo...
“Eu ainda
acredito que o amor pode ser parecido com um conto de fadas, mas que o príncipe
sempre será imperfeito, como eu.”
Eu ainda
espero nisso amiga, espero mesmo. Creio que na hora certa o príncipe encantado
chegará em seu corcel branco, com capa vermelha, em um dia de sol e beijará os
lábios rubros da bela princesa que espera por seu amor em seu castelo de
mármore, em seus aposentos.
Bem,
podemos transliterar isso para a contemporaneidade, pode ser que o príncipe
chegue ao meio da noite em uma moto, sob o luar claro, com um sorriso
galanteador e ganhará em um só olhar a bela donzela que dançou e procurou-o em
vários rapazes, mas só o achou quando ele foi a sua procura.
Bem,
refletindo ainda sobre isso posso dizer outra coisa que me incomodou bastante.
Quem disse, mocinha que você não é perfeita? E quem ditou o que é perfeição e o
que não é? Será que todos nós não somos perfeitos? Será que O modelo de
perfeição de fato é real?
Nossa
quantas questões filosóficas. Chega até dar vertigem. Mas onde quero chegar é
que a perfeição é sua, que é diferente da minha, que é diferente da dos seus
outros amigos, que é diferente da sua mãe e por aí vai...
Eu,
particularmente, tenho, ou tinha, a mania de brincar com meus amigos que eu me
amo por ser muito perfeito e lindo e tudo mais. Essas coisas sempre foram
brincadeiras, é claro, mas o que quero dizer é que eu sou perfeito, para mim.
Eu sou a perfeição de mim mesmo. Não há ninguém que faça melhor o meu papel do
que eu mesmo. E isso você também.
Eu
gostaria de dissertar mais sobre isso, mas está ficando muito extenso, bora pra
próxima.(Rs)
“Eu ainda
não aprendi a controlar as minhas lágrimas quando saem as palavras escritas. Há momentos que me sinto uma
adulta de 40 anos e em outros, uma criança de 10 .”
Bem, a
frase em negrito foi marcada por ela mesma e eu pus, pois achei bonita e
coloquei. Enfim, também pus uma frase que diz sobre seus sentimentos contraditórios
sobre sua maturidade. Eu também sinto isso. Só que, na maioria das vezes,
comigo, eu sinto como se fosse ainda aquele garotinho, gordo, feio,
desengonçado, de dez anos. Bem ainda sou um garoto feio, magro, ou quase no meu
ideal de magreza (rs), desengonçado só que de dezoito anos. Mas sou o mais
próximo que a na perfeição de mim que pode haver. Por isso me amo e também por
que ninguém pode me amar como eu. Nenhum
amor me fará melhor do que o meu mesmo.
“Quanto
mais envelheço, menos uso a razão.”
Temos
essa sensação, pois após alguns anos achamos que já temos experiência, isso
tendo dez, dezoito ou duzentos anos de vida. Cada vez mais provamos para todo o
universo o quanto somos passionais. Isso pode ser nossa maior qualidade, ou
pior defeito, basta decidirmos como queremos utilizar disso. Prefiro pensar que
essa é minha maior arma, a meu favor e contra mim mesmo.
“Acredito que o acaso traz as
melhores coisas dessa vida. Mas também sei que às vezes, tudo acaba em
despedida.”
Bem, não
acredito em acaso, mas também acho muito difícil de explicar a vida sem eles.
Prefiro não pensar muito nisso e concordo, o acaso ou o (Não acaso) sempre
trazem as melhores SURPRESAS da vida. E quero terminar com algo que me chamou a
atenção, suma atenção.
Você fala
de despedidas e sempre utilizei dessa metáfora nos meus contos. Utilizo da
morte como uma despedida, a mais dura despedida, a mais dolorosa, a mais
marcante, a última.
Sempre
penso que tudo termina com um “até logo”. E sempre esperamos um abraço e um
beijo de despedida, que se nos for dado, veremos novamente essa pessoa. Mas é
sempre quando não nos despedimos, de fato, da pessoa amada é que a pessoa parte
de vez. Muitas vezes, no meu ponto de vista trágico, de um lugar que nunca
deixou de estar.
Bem é
isso. Tive que recortar muuuita coisa que gostaria de falar, mas tive que
reduzir ao máximo. Falo de mais, sabe. (Rs) Enfim amiga, foi ótimo escrever.
Estou louco para saber o que achou do que escrevi sobre ti.
Um brande
beijo e um forte abraço e sucesso, você merece, você alcança e está adquirindo
a cada dia mais e mais...!
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário