terça-feira, 25 de junho de 2013

1, 2, 3, peço perdão outra vez!



Para ser honesto quero muito mesmo é ser perdoado por algo que fiz. Ou por algo que deixei de fazer.
Eu não sei!
Honestamente, não sei como acabei afastando vocês assim de mim.
E não finjam que vocês não se distanciaram, pois eu sei que sim. Saem de perto, não respondem, fingem ocupação, matam-me com o silêncio e a ausência.
Querido menino, sei que você não lerá isso. Mas eu queria que lesse.
Eu não te amei. Não da forma que você queria que eu te amasse. Não da forma que você me amou.
Perdão se demonstrei isso de uma forma tão bruta e tão sacana. Perdão, eu já pedi perdão. Mas a maioria das pessoas acham difícil perdoar, por isso não o julgo.
Querida menina, perdão se acabei não sendo o príncipe que você sonhou. Eu sei que não pedi-a perdão dessa forma. E sei que você, também, não lerá isso.
Perdão por não ser o homem que você sonhou. Perdão por não ser o príncipe num corcel branco do século XXI. Perdão!
Digo algo que quis dizer pessoalmente, mas não tive oportunidade. Por falta de tempo que ambos sabemos. Digo que não daria certo. Somos de mundos diferentes, somos muito diferentes e, também, que não sou um príncipe, longe, até, de ser um sapo encantado. Ou qualquer coisa do tipo de conto de fadas. Estou mais para o monstro do pântano. Aquele monstro que quer ser amado e aceito, mas que nunca deixa de ser monstro. Aquele monstro que ruge a noite e que ama pela manhã. Aquele que admira a lua e come seu coração sem perceber o seu pulsar. Aquele que chora por te matar e finge que não se importa por ser um asqueroso monstro do pântano fedido.
Perdão minha querida pois eu quis te amar e por te amar eu quis te proteger. Perdão pelas formas que o fiz.
E por último peço-lhe perdão, meu senhor. Perdão por ser chato. Perdão por nãos ser mais o mesmo. Perdão por ser tão persistente. Mas pelo o que você pode ver, meus maiores defeitos são minhas, também, qualidades. E, sendo assim, não posso abrir mão delas. Por isso peço-vos perdão. Perdão, pois não posso abrir mão de mim para acolher você! Peço perdão, pois Eu é quem estou tentando afastar-me de ti, pois não quero-te próximo ao meu ser, muito menos ao meu coração. Quero-te como irmão. Como sempre foi, ou sempre deveria ter sido. Peço-lhe perdão!
E você, caro leitor fútil e tolo. Peço perdão, pois achou que leria algo bom e importante. Mas foi apenas mais um textinho sobre perdão. Ou um textinho pedindo perdão.?!
Perdão meus caros, mas eu escrevi, de fato, sobre perdão, pois é o que eu sinto e não tenho muito para escrever.
Peço perdão, pois meus horários estão meio sem pé nem cabeça. Peço perdão por estar sem inspiração o suficiente, peço perdão por pedir perdão e o mais importante, peço perdão por escrever sobre meus pedidos de perdão para ganhar um certo tempo, ao certo dois dias, para conseguir escrever algo melhor do que uma “carta”, ou sei lá o que, sobre perdão...
Por isso...
Perdão!
Felipe Dick
POST SCRIPTUM: Pois pedir perdão é como os passos solitários de uma mulher na orla da praia. Graciosos, deslumbrantes e beiram a perfeição!

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