Para ser
honesto quero muito mesmo é ser perdoado por algo que fiz. Ou por algo que
deixei de fazer.
Eu não
sei!
Honestamente,
não sei como acabei afastando vocês assim de mim.
E não
finjam que vocês não se distanciaram, pois eu sei que sim. Saem de perto, não
respondem, fingem ocupação, matam-me com o silêncio e a ausência.
Querido
menino, sei que você não lerá isso. Mas eu queria que lesse.
Eu não te
amei. Não da forma que você queria que eu te amasse. Não da forma que você me amou.
Perdão se
demonstrei isso de uma forma tão bruta e tão sacana. Perdão, eu já pedi perdão.
Mas a maioria das pessoas acham difícil perdoar, por isso não o julgo.
Querida
menina, perdão se acabei não sendo o príncipe que você sonhou. Eu sei que não
pedi-a perdão dessa forma. E sei que você, também, não lerá isso.
Perdão
por não ser o homem que você sonhou. Perdão por não ser o príncipe num corcel
branco do século XXI. Perdão!
Digo algo
que quis dizer pessoalmente, mas não tive oportunidade. Por falta de tempo que
ambos sabemos. Digo que não daria certo. Somos de mundos diferentes, somos
muito diferentes e, também, que não sou um príncipe, longe, até, de ser um sapo
encantado. Ou qualquer coisa do tipo de conto de fadas. Estou mais para o
monstro do pântano. Aquele monstro que quer ser amado e aceito, mas que nunca
deixa de ser monstro. Aquele monstro que ruge a noite e que ama pela manhã.
Aquele que admira a lua e come seu coração sem perceber o seu pulsar. Aquele
que chora por te matar e finge que não se importa por ser um asqueroso monstro
do pântano fedido.
Perdão
minha querida pois eu quis te amar e por te amar eu quis te proteger. Perdão
pelas formas que o fiz.
E por
último peço-lhe perdão, meu senhor. Perdão por ser chato. Perdão por nãos ser
mais o mesmo. Perdão por ser tão persistente. Mas pelo o que você pode ver,
meus maiores defeitos são minhas, também, qualidades. E, sendo assim, não posso
abrir mão delas. Por isso peço-vos perdão. Perdão, pois não posso abrir mão de
mim para acolher você! Peço perdão, pois Eu é quem estou tentando afastar-me de
ti, pois não quero-te próximo ao meu ser, muito menos ao meu coração. Quero-te
como irmão. Como sempre foi, ou sempre deveria ter sido. Peço-lhe perdão!
E você,
caro leitor fútil e tolo. Peço perdão, pois achou que leria algo bom e
importante. Mas foi apenas mais um textinho sobre perdão. Ou um textinho
pedindo perdão.?!
Perdão
meus caros, mas eu escrevi, de fato, sobre perdão, pois é o que eu sinto e não
tenho muito para escrever.
Peço
perdão, pois meus horários estão meio sem pé nem cabeça. Peço perdão por estar
sem inspiração o suficiente, peço perdão por pedir perdão e o mais importante,
peço perdão por escrever sobre meus pedidos de perdão para ganhar um certo
tempo, ao certo dois dias, para conseguir escrever algo melhor do que uma
“carta”, ou sei lá o que, sobre perdão...
Por
isso...
Perdão!
Felipe Dick
POST SCRIPTUM: Pois pedir perdão é como os passos solitários de uma mulher na orla da praia.
Graciosos, deslumbrantes e beiram a perfeição!
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