
Músicas, palavras ao vento.
Um louvor que dói.
O pecado mancha minha alma e os louvores dilaceram o meu ser.
A dor de um pecado, o peso de uma cruz.
A morte de um inocente.
Pregos adentram seus pulsos e pés.
Coroas irônicas ferem e jorram sangue puro.
Puro e vermelho, vermelho vivo, como o fogo que se apagou de dentro de mim e me deixou nas trevas da minha vida.
O mundo me envolve e me joga fora, como uma folha de papel.
Sou arrancado do caderno do Pai, ameaçado e jogado na lixeira do mundo.
Tento-me erguer, e corro por dentre as fendas, mas as feras dilaceram as minhas tentativas.
A antiga ignorância que avia na época da minha conversão morreu.
Está morta, ou você amadurece ou morre junto.
As leis são claras. Ele é piedoso e compassivo, não hipócrita.
Hipócrita somos nós, hipocrisia porca!
Um sorriso vazio, um sorriso triste.
Um sorriso morto.
Luto, pela morte da minha alma.
Em espera da ressurreição.
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