segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Louvores matam-me


Músicas, palavras ao vento.

Um louvor que dói.

O pecado mancha minha alma e os louvores dilaceram o meu ser.

A dor de um pecado, o peso de uma cruz.

A morte de um inocente.

Pregos adentram seus pulsos e pés.

Coroas irônicas ferem e jorram sangue puro.

Puro e vermelho, vermelho vivo, como o fogo que se apagou de dentro de mim e me deixou nas trevas da minha vida.

O mundo me envolve e me joga fora, como uma folha de papel.

Sou arrancado do caderno do Pai, ameaçado e jogado na lixeira do mundo.

Tento-me erguer, e corro por dentre as fendas, mas as feras dilaceram as minhas tentativas.

A antiga ignorância que avia na época da minha conversão morreu.

Está morta, ou você amadurece ou morre junto.

As leis são claras. Ele é piedoso e compassivo, não hipócrita.

Hipócrita somos nós, hipocrisia porca!

Um sorriso vazio, um sorriso triste.

Um sorriso morto.

Luto, pela morte da minha alma.

Em espera da ressurreição.

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