segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

De pés descalços


De pés descalços

De pés descalços peregrino, em caminhos escuros, obsoletos, em cacos de vidro, em pedras pontudas e cortantes.

De pés descalços encontro o caminho do meu coração, apresento os caminhos de vários corações, adentro caminhos que até mesmo eu desconheço, de pés descalços.

De pés descalços piso em espinhos, arbustos venenosos, em grama molhada, em terra seca e árida, em asfaltos “queimante”, fumegantes, PISO, QUEIMO, RASGO, ME FIRO, de pés descalços.

De pés descalços piso na cabeça da serpente, até mesmo que o seu veneno adentre meu corpo, eu estarei esmagando a cabeça do demônio, de pés descalços.

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